Pelo menos 141 problemas estão no caminho de quem vai viajar pelas rodovias estaduais e federais que cortam Minas
eugenio moraes
Erosões desafiam a habilidade de motoristas na BR-356, próximo à cidade histórica de Ouro Preto
A falta de
manutenção preventiva e os estragos provocados pelas chuvas nas estradas
que cortam Minas podem transformar o sonho de pular o Carnaval em
pesadelo. Motoristas que pretendem assumir o volante para curtir a folia
de Momo em outra cidade devem ficar atentos à precária condição da
malha rodoviária.
Existem pelo menos 141 problemas nas rodovias estaduais e federais. As
restrições no tráfego são provocadas por deformações na pista, erosões,
quedas de pontes e barreiras, obras e desvios.
Nos quase 8 mil quilômetros sob jurisdição federal, existem 27 trechos com pistas parcialmente interditadas e outros tipos de restrições, conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Já nas vias estaduais e delegadas ao Estado são 114 pontos em situação crítica. Destes, seis estão totalmente interrompidos e em 73 o tráfego é feito em meia pista.
O quadro é mais complicado para os foliões que pretendem passar o feriado de Carnaval em Ouro Preto, na região central, e nos litorais fluminense e capixaba. Na BR-381, próximo a São Gonçalo do Rio Abaixo, uma erosão no km 370 prejudica o tráfego rumo à praia. Na mesma rodovia, em João Monlevade, o escorregamento de barreira no km 362 interrompeu o fluxo em uma das pistas.
Nos quase 8 mil quilômetros sob jurisdição federal, existem 27 trechos com pistas parcialmente interditadas e outros tipos de restrições, conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Já nas vias estaduais e delegadas ao Estado são 114 pontos em situação crítica. Destes, seis estão totalmente interrompidos e em 73 o tráfego é feito em meia pista.
O quadro é mais complicado para os foliões que pretendem passar o feriado de Carnaval em Ouro Preto, na região central, e nos litorais fluminense e capixaba. Na BR-381, próximo a São Gonçalo do Rio Abaixo, uma erosão no km 370 prejudica o tráfego rumo à praia. Na mesma rodovia, em João Monlevade, o escorregamento de barreira no km 362 interrompeu o fluxo em uma das pistas.
BRs 040 e 356 têm os pontos mais críticos
Quem vai curtir a folia no Rio de Janeiro deve ficar atento às restrições na BR-040. Há pelo menos três pontos críticos próximos às cidades de Barbacena e Cristiano Otoni, na região central.
Quem vai curtir a folia no Rio de Janeiro deve ficar atento às restrições na BR-040. Há pelo menos três pontos críticos próximos às cidades de Barbacena e Cristiano Otoni, na região central.
Já na BR-356 (entre a BR-040, Ouro Preto e Mariana), seis trechos escondem armadilhas como queda de barreiras, rolamento de pedras e erosões, o que limitou a circulação à meia pista nos kms 31, 44, 53, 68, 83 e 98.
Além disso, barrancos que caíram tomaram o acostamento da estrada em
vários trechos. O asfalto da BR-356 também é outra preocupação. O
pavimento apresenta buracos e rachaduras. Funcionários do Dnit
trabalhavam, na última terça-feira (14), na rodovia, para reparar os
danos.
Segundo o órgão, R$ 120 milhões já foram liberados pelo Ministério
dos Transportes para obras de reconstrução das estradas federais
atingidas pelas chuvas. Pelo menos metade das intervenções já teriam
sido iniciadas. Em praticamente todas, medidas paliativas foram feitas
para garantir o fluxo até que os trabalhos sejam concluídos.
(*)Com Danilo Emerich - Do Hoje em Dia
Um Carnaval de buracos e atenção redobrada
Foi muita chuva, mas o resultado já podia ser
previsto desde a primeira quinzena de janeiro. Os recursos não chegariam
a tempo para consertar os estragos nas estradas, mesmo com obras de
emergência, que não precisam de licitações. O fato agora é que os
motoristas terão que triplicar os cuidados ao viajar em muitas das
estradas mineiras, tanto as federais quanto as estaduais.
Destaque para aquelas mais perigosas em situações normais: Belo Horizonte-João Monlevade-Vitória; Belo Horizonte ao Rio de Janeiro; e a chegada a Ouro Preto e Mariana. Para chegar a Ouro Preto e Mariana, os motoristas terão que enfrentar muitos buracos, queda de barreiras e de parte da pista.
Nas contas do DER-MG e do Dnit, seriam 140 os pontos com problemas nas estradas, sendo113 as estaduais e 27 nas federais.
Metade das obras de restauração já foram iniciadas, o que é uma boa notícia. Pelo menos as reformas serão feitas, mesmo que não a tempo do Carnaval. O próprio Dnit diz que tem R$ 120 milhões em caixa para as rodovias federais. Nas estradas estaduais, 77 já estão sendo recuperadas. Dessas, 32 delas estavam interrompidas.
Como se vê pelos números, não se trata exatamente de má-vontade ou falta de recursos. Os poucos existentes em Brasília já chegaram ao Estado, o que não significa que serão suficientes. Os R$ 120 milhões anunciados pelo Dnit são muito pouco diante da extensão da malha rodoviária federal que passa por Minas Gerais.
A Polícia Rodoviária Federal está tomando as providências devidas e vai reforçar o policiamento com 800 agentes em regime de plantão, além de 150 bafômetros. Esperamos que seja suficiente a presença ostensiva dos policiais rodoviários nas estradas. Pelo menos quando eles são vistos, os motoristas reduzem a velocidade. Boa parte dos acidentes são causados por motoristas inexperientes ou irresponsáveis.
Por outro lado, a 16 meses da abertura da Copa das Confederações de 2013, um relatório da Controladoria-Geral da União mostra que estão lentas, demasiadamente lentas, as obras em andamento na capital mineira para levar o turista do aeroporto ao hotel e deste ao Mineirão. Só 8,34% das obras foram executadas.
Oito obras estão previstas para facilitar o acesso ao Mineirão no dia dos jogos. Uma delas é o ônibus rápido, o BRT, que atualmente provoca enormes congestionamentos na avenida Cristiano Machado. Outra é a Via 210, que vai ligar a Via do Minério, no Barreiro, à avenida Tereza Cristina. Essa Via vai inovar o trânsito na capital na medida em que ligará duas regiões sem passar pelo centro, o que é uma evolução. Fica faltando apenas o metrô, a maior obra que BH, por ora, não terá.
Destaque para aquelas mais perigosas em situações normais: Belo Horizonte-João Monlevade-Vitória; Belo Horizonte ao Rio de Janeiro; e a chegada a Ouro Preto e Mariana. Para chegar a Ouro Preto e Mariana, os motoristas terão que enfrentar muitos buracos, queda de barreiras e de parte da pista.
Nas contas do DER-MG e do Dnit, seriam 140 os pontos com problemas nas estradas, sendo113 as estaduais e 27 nas federais.
Metade das obras de restauração já foram iniciadas, o que é uma boa notícia. Pelo menos as reformas serão feitas, mesmo que não a tempo do Carnaval. O próprio Dnit diz que tem R$ 120 milhões em caixa para as rodovias federais. Nas estradas estaduais, 77 já estão sendo recuperadas. Dessas, 32 delas estavam interrompidas.
Como se vê pelos números, não se trata exatamente de má-vontade ou falta de recursos. Os poucos existentes em Brasília já chegaram ao Estado, o que não significa que serão suficientes. Os R$ 120 milhões anunciados pelo Dnit são muito pouco diante da extensão da malha rodoviária federal que passa por Minas Gerais.
A Polícia Rodoviária Federal está tomando as providências devidas e vai reforçar o policiamento com 800 agentes em regime de plantão, além de 150 bafômetros. Esperamos que seja suficiente a presença ostensiva dos policiais rodoviários nas estradas. Pelo menos quando eles são vistos, os motoristas reduzem a velocidade. Boa parte dos acidentes são causados por motoristas inexperientes ou irresponsáveis.
Por outro lado, a 16 meses da abertura da Copa das Confederações de 2013, um relatório da Controladoria-Geral da União mostra que estão lentas, demasiadamente lentas, as obras em andamento na capital mineira para levar o turista do aeroporto ao hotel e deste ao Mineirão. Só 8,34% das obras foram executadas.
Oito obras estão previstas para facilitar o acesso ao Mineirão no dia dos jogos. Uma delas é o ônibus rápido, o BRT, que atualmente provoca enormes congestionamentos na avenida Cristiano Machado. Outra é a Via 210, que vai ligar a Via do Minério, no Barreiro, à avenida Tereza Cristina. Essa Via vai inovar o trânsito na capital na medida em que ligará duas regiões sem passar pelo centro, o que é uma evolução. Fica faltando apenas o metrô, a maior obra que BH, por ora, não terá.

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