quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sargento do Gate morto a tiros em Esmeraldas teria sido executado por policiais civis



01/02/2012 16h50
 
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MÁRCIA XAVIER
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O sargento do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) morto a tiros em Esmeraldas, na Grande BH, no início de janeiro, teria sido executado por policiais civis. A informação foi divulgada pelo deputado estadual Durval Ângelo (PT).
Segundo o deputado, a execução foi vista por uma testemunha, que prestou depoimento à polícia nesta quarta-feira (1º), e afirmou que, ao contrário do que as investigações apuram, o sargento não morreu durante troca de tiros, ele teria sido baleado diversas vezes quando estava caído no chão.
A hipótese de que o policial militar foi executado à queima-roupa levou Durval Ângelo a requerer à cúpula da Polícia Civil a prisão preventiva dos quatro policiais civis envolvidos e o afastamento do delegado responsável pelo inquérito. Conforme o deputado, uma audiência pública foi agendada para esta sexta-feira (3) para discutir as providências que serão tomadas sobre o caso.
O sargento do Gate foi morto com sete tiros na saída de um baile funk em Esmeraldas, no dia 15 de janeiro. Segundo testemunhas, o sargento, que não estava trabalhando, foi abordado por quatro policiais civis, que também estavam de folga, após uma denúncia de que o militar, que ainda não tinha sido identificado como policial, estaria portando uma arma de fogo.

Durante abordagem, houve desentendimento e uma suposta troca de tiros. O sargento não resistiu aos ferimentos e teria morrido no local. Um policial civil de 30 anos e um cidadão que estava próximo também foram atingidos, mas medicados.
Conforme o delegado Jefferson Botelho, Chefe do 2º Departamento de Polícia Civil, os investigadores sustentam a versão de que o militar disparou primeiro contra os agentes, mesmo tendo sido informado que os homens eram policiais civis. Testemunhas teriam confirmado essa versão. Com o novo depoimento, o rumo da investigação pode mudar.
O caso segue em sigilo de Justiça.

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