sexta-feira, 13 de novembro de 2015

RIO DOCE: Inspiração para muitos artistas

O músico Zé Geraldo se colocou à disposição para realizar show em prol da população
FOTO: Divulgação
IMAGENS que vão ficar eternamente na memora dos valadarenses
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O MÚSICO Zé Geraldo, autor da canção “Rio Doce”, se coloca à disposição para show beneficente
GOVERNADOR VALADARES -
Ele inspirou muitos artistas, poetas e compositores. É um dos principais cenários de várias obras espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Nos versos de algumas canções, o rio Doce ficou conhecido; no artesanato, lembranças de um rio onde conseguíamos ver o reflexo da Ibituruna com nitidez. A realidade, hoje, infelizmente, é completamente diferente.
“Oh! Meu rio Doce, doce são os seios da morena flor
cor do seu ipê... Que vive sob as gameleiras, pés de jenipapo...
Junto de você
leva essa morena no seu leito manso...
Faz o seu remanso se vestir de azul.” Com essas palavras o cantor e compositor Zé Geraldo eternizou a canção “Rio Doce”, cujos versos são declarações de amor à cidade onde ele passou sua infância e adolescência. O músico lamenta o ocorrido. “Estou completamente entristecido com essa situação. O rio Doce faz parte da minha infância, não sei quanto tempo vai durar essa situação.”
O músico, que tem mais de 30 anos de carreira, 16 discos lançados, fora coletâneas e compactos, se colocou à disposição para fazer show para ajudar a população do Vale do Rio Doce.

Com o intuito de se posicionar por meio da arte diante da tragédia que tomou conta dos valadarenses, a artista plástica Edileila Portes começou, na manhã de quinta-feira, uma tela que retrata o que os valadarenses estão vivendo. “Vivemos num vale maravilhoso, mas extremamente explorado. Há tempos o rio Doce não está tão doce, mas procurei ver, além do literal. Apesar de poluído, ainda existia vida, resistia em alguns pontos, levava nossos dejetos pro mar, “nossas energias impuras”, como diriam os borum krenak sobre o watu, o rio Grande. Ainda hoje, na catástrofe, nos salva. Imagina toda a lama da represa em nós... É como se ele se sacrificasse por nós... Aí o faço com a energia vital que o caracteriza.”

“É difícil não se emocionar com a situação do nosso rio. Estive à margem do rio Doce e a cena que presenciei não sai da minha cabeça: os peixes tentando respirar e se debatendo tentando sobreviver. É triste. Nosso rio está completamente destruído. Acredito que a recuperação vai levar anos; não sei se estarei viva para conferir o rio voltar a ser doce”, afirma a artista plástica Clores Lage.  

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