quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Fatos aceleram rompimento entre o PMDB e o governo


Orion Teixeira
Orion Teixeira
orionteixeira@hojeemdia.com.br
  

16/12/2015

Brasília e a República balançaram ontem, desde a madrugada, com nova operação da Polícia Federal, e devem tremer até o final da tarde desta quarta, com o veredito do Supremo Tribunal Federal sobre o rito do impeachment. A operação policial teve como foco a cúpula do PMDB, entre eles o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, dois ministros do governo (Henrique Alves, do Turismo, e Celso Pansera, da Ciência e Tecnologia) e um ex-ministro (Edson Lobão).

Desde o alvo e a data escolhida, dia 15, número do partido, para a operação, às vésperas da decisão do STF sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), tudo era motivo para que a cúpula do PMDB enxergasse armação sobre o partido. Outra, no mesmo dia, o Conselho de Ética, em sua oitava tentativa, conseguiu abrir processo de cassação contra o mandato de Cunha por falta de decoro parlamentar ao mentir em CPI, quando negou manter contas secretas no exterior (denúncia que será julgada pelo Judiciário).

Tudo somado, a guerra está declarada. O governo espera retaliações de Cunha, que já cobra de seu partido o rompimento imediato. Presidente nacional do PMDB, o vice-presidente Michel Temer reafirma que nada fará contra ou a favor de Dilma, mas as pontes entre o PT e o principal parceiro estão prestes a implodir. Depois disso, só Deus sabe.

Fiscais das contas do governador

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) escolheu, nesta terça, os nomes dos conselheiros que irão julgar as contas deste ano do governador Fernando Pimentel (PT). O relator será Wanderley Ávila, ex-deputado tucano, e a revisora, Adriene Barbosa, ex-prefeita de Três Pontas. Para as contas de 2016 foram escolhidos os conselheiros Cláudio Couto Terrão (relator) e José Alves Viana (revisor). Após a análise técnica, os conselheiros do Tribunal dão parecer final que será encaminhado à Assembleia Legislativa para aprovação, com ou sem ressalvas, ou reprovação.

Em Minas, nunca houve reprovação das contas de um governador, mas setores do atual governo estão ensimesmados. Tanto é que, durante posse do atual presidente do TCE, Sebastião Helvécio, em fevereiro, assessores de Pimentel chegaram a pedir para ler antes o discurso do conselheiro. Mais vivo, Helvécio disse que faria, e fez, discurso de improviso.

Vamos conversar?!

Após coletiva à imprensa em que denunciaram os supersalários de secretários estaduais, líderes da oposição, na Assembleia Legislativa, receberam telefonemas de setores do governo mineiro pedindo trégua.

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