quarta-feira, 11 de maio de 2016

Governistas – como sempre – recorrem ao discurso do medo

- Atualizado em
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), durante sessão no plenário do Senado Federal - 25/04/2016
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse, nesta quarta-feira, que o iminente governo de Michel Temer vai 'aprofundar a recessão econômica'(Waldemir Barreto/Ag. Senado)
Contabilizando não mais do que 23 votos pró-Dilma nesta quarta, governistas se amparam em uma última e já batida estratégia para evitar o afastamento da presidente da República: recorrer à tradicional tática do medo. Antes da abertura da sessão em plenário, os principais discursos dos apoiadores da petista se dedicaram a desqualificar o possível governo de Michel Temer, dizendo, entre outros argumentos, que ele vai cometer um "atentado" aos direitos dos trabalhadores - ignorando o fato de que a própria Dilma promoveu ajustes aos benefícios trabalhistas logo após a reeleição. "É um governo de crise, frágil, um presidente sem legitimidade que vai tomar medidas para aprofundar a recessão econômica", disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "O prognóstico é muito ruim. Eles vão querer retirar o pré-sal, tirar direito dos trabalhadores. No começo, podem até querer fazer uma demagogia para não perder completamente o apoio, mas, em seguida, isso virá. E virá com muita força", emendou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que também alardeou o congelamento da política de valorização do salário mínimo. Apesar da investida, senadores pró-impeachment já dão como certo o afastamento de Dilma. Eles calculam ter entre 54 e 57 votos. Para Dilma ter o mandato suspenso, são necessários os votos de mais da metade dos senadores presentes. (Marcela Mattos, de Brasília)

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