segunda-feira, 2 de maio de 2016

"Não temos as informações", diz WhatsApp sobre investigação criminal

Empresa se pronuncia depois de decisão de juiz de Lagarto (SE), que determinou suspensão do aplicativo por 72h

PAULA SOPRANA- Época
02/05/2016 - 14h41 - Atualizado 02/05/2016 15h19
Após a determinação da Justiça que ordena o bloqueio, por parte das operadoras de telefonia fixa e móvel, do WhatsApp no Brasil nesta segunda-feira (2), a empresa informou que está "desapontada com a decisão" e que não tem as informações solicitadas. O processo corre sob segredo de Justiça.
"Depois de cooperar com toda a extensão da nossa capacidade com os tribunais brasileiros, estamos desapontados que um juiz de Sergipe decidiu mais uma vez ordenar o bloqueio de WhatsApp no Brasil. Esta decisão pune mais de 100 milhões de brasileiros que dependem do nosso serviço para se comunicar, administrar os seus negócios e muito mais, para nos forçar a entregar informações que afirmamos repetidamente que nós não temos", disse em nota. >> "Estamos rasgando o Marco Civil e a Constituição", diz Ronaldo Lemos sobre WhatsApp
O juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE), é o mesmo que determinou a prisão preventiva do vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dozdan, em março deste ano. O Facebook, detentor do WhatsApp, se negou a fornecer dados de mensagens para uma investigação criminal.
>> "Bloqueio do WhatsApp faz Brasil ser visto como terra das arbitrariedades"
Esta não é a primeira vez que o aplicativo é banido de modo temporário no Brasil. Outra decisão da Justiça, de dezembro de 2015, determinou um bloqueio de 48 horas. O WhatsApp ficou fora do ar por cerca de 12 horas até uma nova determinação.
>> Justiça manda soltar vice-presidente do Facebook
As operadoras que não cumprirem a decisão de bloqueio terão multa de R$ 500 mil diários por não colaborarem com a Justiça.
A discussão de segurança e privacidade envolvendo grandes companhias de tecnologia é global. Este ano, a Apple também se negou a prestar dados do aparelho de um dos terroristas responsáveis pelo massacre de San Bernardino, na California, em dezembro do ano passado. A conclusão (ao menos deste caso) foi que o FBI conseguiu, sem a ajuda da empresa, quebrar a criptografia do celular do terrorista Syed Farook.
Homem operando WhatsApp (Foto: Thinkstock)


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