quinta-feira, 21 de julho de 2016

Polícia Federal prende grupo que preparava atos de terror na Olimpíada

Segundo jornal

Grupo tinha a pretensão de comprar um fuzil, mas ainda não tinha um alvo específico; há duas pessoas foragidas

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Seguidores. Página de grupo brasileiro na internet declara apoio à facção terrorista Estado Islâmico
PUBLICADO EM 21/07/16 - 11h21
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Hashtag, a partir da qual pretende investigar possível participação de brasileiros em organização criminosa de alcance internacional, como uma célula do Estado Islâmico (EI) no país. Foram expedidos 12 mandados de prisão temporária por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30. É o período necessário para a conclusão dos Jogos Olímpicos do Rio. A Polícia Federal faz ações no Rio, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás e Minas Gerais
O grupo já estaria tramando ações terroristas que poderiam ocorrer durante a realização da Olimpíada, que ocorrerá entre os dias 5 e 21 de agosto. Foi a primeira prisão com base na lei antiterror.
A quebra de sigilo de dados e telefônicos revelou indícios de que os investigados "preconizam a intolerância racial, de gênero e religiosa, bem como o uso de armas e táticas de guerrilha para alcançar seus objetivos", segundo a PF.
Por questão de segurança e para "assegurar o êxito da operação", a PF decidiu não revelar o nome dos presos. "O processo tramita em segredo de Justiça", informou a PF em nota oficial, que foi divulgada na esteira da divulgação de informações que dão conta de que o Estado Islâmico e outros grupos jihadistas conclamaram os seus seguidores a atuar como "lobos solitários" e realizar ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos.
Entre os alvos sugeridos dos terroristas estão as delegações e visitantes dos Estados Unidos, Inglaterra, França e Israel, sendo que entre os métodos propostos estão a utilização de drones com pequenos explosivos, acidentes de trânsito e o uso de veneno e medicamentos.
Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de Morais, que concede entrevista coletiva neste momento, integrantes do grupo que defendia uso de arma de táticas de guerrilha chegaram a entrar em contato com o Estado Islâmico na internet e também a tentar comprar metralhadoras no Paraguai.
Reportagem publicada em primeira mão pelo jornal O TEMPO nesta quarta-feira (20) mostra que o primeiro grupo extremista brasileiro cadastrado no Telegram (app similar ao WhatsApp), o “Ansar al-Khilafah Brazil”, jurou lealdade ao Estado Islâmico e até 17 métodos de atentados que poderão ser usados durante os jogos no Brasil.
As 12 pessoas fizeram um contato com o Estado Islâmico, via aplicativo de mensagens instantâneas, onde juraram fidelidade ao grupo que reivindica atentados na Europa e também nos Estados Unidos.
Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a operação da Polícia Federal se pautou em quatro pontos principais: o juramento, os atos preparatórios e a tentativa de um dos membros do grupo de ir a locais de controle do Estado Islâmico.
O juramento
"Só houve um contato com o Estado Islâmico. A partir do juramento ao Estado Islâmico, começaram alguns preparativos. Veio uma ordem para que começassem treinamento de artes marciais, mas que não era direcionado", explicou Alexandre Moraes.
Armamento
"Queriam adquirir um fuzil AK-47 para realizar uma ação. Mas não há qualquer indicação que conseguiram comprar o armamento, mas é um ato preparatório", destacou.
Moraes disse que também encontrou mensagens comemorando os atentados em Orlando e também em Nice, na França. "Eles partiram para agravamento do discurso", comentou o ministro.
Sem alvo
"Não houve um alvo específico, mas como falaram que o Brasil era alvo foi necessário a apreensão. Foi apreendido computadores e celulares. A prioridade total é de perícia em tudo o que foi apreendido. Temos que verificar rápido se há algo a mais ou não", completou Moraes.
Atos preparatórios
"Você comprar uma arma para comprar uma arma. Você pode ser preso por terrorismo quando se compra uma arma uma ação terrorista
Entenda a notícia em tópicos
1. Houve um primeiro contato com o Estado Islâmico. Um juramento via internet
2. Houve uma série de atos preparatórios. E, em um determinado momento, esse próprio grupo entendeu que o Brasil poderia se transformar em um alvo.
3. Não houve nenhum contato depois desse juramento, com ninguém do Estado Islâmico
4. Um deles estava querendo ir ao exterior para conseguir um contato. Esse mesmo membro disse que não poderia ir nesse momento porque não tinha recursos financeiros para ir.
Transparência
"É a primeira prisão realizada com a lei anti-terror. Estabelecemos o compromisso que divulgaremos todas as informações novas para que não sejam divulgadas informações que levem a uma pânico desnecessário", disse o ministro.

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