"Alteri ne facias quod tibi fieri non vis"
Não faças aos outros o que não queres que te façam
domingo, 27 de abril de 2014
Corpos são embalsamados em posições inusitadas pelo mundo; veja fotos
27/04/14 07:00
O pugilista estava de pé em seu próprio funeral Foto: AP
Extra
Mesmo
após sua morte, o pugilista Christopher Rivera, de 23 anos, não tirou
as luvas e nem baixou a guarda. Assassinado a tiros em Santurce, em
Porto Rico, em janeiro deste ano, o boxeador teve um velório inusitado.
No canto do ringue, vestido com luvas e óculos escuros, o lutador estava
de pé em seu próprio funeral. Dar continuidade à carreira e ao estilo
na despedida dos entes queridos que deixam a vida tem sido uma tendência
cada vez mais frequente pelo mundo. O efeito é criado através de um
embalsamento extremo e de bases para sustentar os corpos.
A
socialite estava no funeral com com um poá rosa, uma taça de champanhe e
uma piteira com um cigarro nas mãos Foto: Reprodução / Twitter / Amanda
Florent Na última semana, quem
chegasse desavisado ao funeral da socialite Mickey Easterling, em Nova
Orleans, nos Estados Unidos, poderia se confundir e achar que estava em
uma festa. A anfitriã usava um poá cor de rosa, carregava uma taça de
champanhe em uma das mãos e um cigarro apagado na outra.
A
socialite, que faleceu no dia 14 de abril, não voltaria a beber e fumar,
mas certamente gostaria de ver os amigos e entes queridos aproveitarem o
momento. O velório seguiu o estilo da falecida. “Ela amava ser o centro
das atenções”, disse sua filha, Nanci Myke Easterling, ao portal
Nola.com. “Ela era extravagante, tinha talento, era maravilhosa”,
concluiu.
“Uncle” Lionel estava de pé no seu funeral Foto: Reprodução / Twitter Perto
dali, também em Nova Orleans, o músico de jazz “Uncle” Lionel Batiste
ficou de pé em seu próprio funeral, em 2012. Sua aparência natural
transformou o clima do velório, que foi emendado em uma grande procissão
musical pelas ruas da cidade. No caso do motociclista David Morales
Colón, a família não pensou duas vezes antes de decidir sua posição
final: pilotando sua moto preferida.
Caleb
Wilde, um agente funerário que tem um blog sobre essa indústria
explicou que a extravagância está longe de ser normalizada. “Na maioria
das casas funerárias, a coisa mais extrema que podem fazer é vestir o
falecido com shorts”, explicou à emissora norte-americana ABC News.
“Então é uma coisa muito rara”, disse. A preparação levaria quatro vezes
mais tempo e, claro, seria bem mais cara.
“Nós teríamos que mudar
a forma como embalsamamos uma pessoa. Seria preciso usar um fluído mais
consistente para que o corpo ficasse estável naquela posição, e ele
teria que ser embalsamado na posição em que seria visto”, explicou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário