terça-feira, 24 de abril de 2018

Polícia Federal pede à Justiça que Lula seja transferido da Superintendência de Curitiba

Lula está preso desde o dia 7 de abril, após condenação em duas instâncias no caso do triplex em Guarujá (SP).

Por G1 PR, Curitiba
 
Lula está preso em Curitiba desde o dia  7 de abril (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)Lula está preso em Curitiba desde o dia  7 de abril (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
Lula está preso em Curitiba desde o dia 7 de abril (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
A Polícia Federal (PF) confirmou nesta terça-feira (24) que solicitou à Justiça Federal a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Superintendência de Curitiba.
O pedido foi protocolado no sistema eletrônico da Justiça Federal na sexta-feira (20). O motivo, segundo a PF, é o custo que tem sido gerado para garantir a segurança do ex-presidente.
A estimativa da PF é de cerca de R$ 300 mil ao mês com diárias, deslocamentos e servidores extras.
A PF também reclama da interferência na prestação de serviços e diz que a custódia é apenas provisória.
Lula está preso desde o dia 7 de abril, após condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em duas instâncias, no caso do triplex em Guarujá (SP). Ele é o primeiro ex-presidente do Brasil condenado por crime comum.
O ex-presidente está preso em uma sala especial de 15 metros quadrados, no 4º andar do prédio da PF, com cama, mesa, TV e um banheiro de uso pessoal.

Outros pedidos

Neste mês de abril, o Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Paraná (SINDPF/PR) entregou ao superintendente da Polícia Federal no Paraná, Maurício Valeixo, um pedido para que o ex-presidente Lula fosse retirado da sede da corporação.
Na ocasião, o sindicato sugeriu que Lula fosse levado para uma unidade das Forças Armadas. Os delegados argumentaram que a prestação de serviços da corporação estava sendo prejudicada com a movimentação no local decorrente da prisão.
A Prefeitura de Curitiba também pediu a transferência de Lula, em 13 de abril, sob a alegação de que a presença dele no local tem gerado transtornos aos moradores e a funcionários da PF.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

POLÍCIA MILITAR DE BANDEIRA-MG APREENDEU ARMAS DE FOGO NA ZONA RURAL

Fonte: Plantão Policial
A guarnição policial recebeu uma denúncia anônima, informando que na fazenda Senhor do Bonfim, no local denominado “Bueira”, haviam alguns indivíduos realizando caça ilegal de animais no local.
Diante o exposto a Polícia Militar compareceu ao local do fato não sendo encontrado ninguém no lugar. Ao realizar uma varredura nas imediações foram encontradas 01 espingarda polveira, 01 garrucha polveira e 01 espingarda de pressão.
As armas foram apreendidas e encaminhadas para a Delegacia de Policia Civil de Almenara.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Funcionalismo divulga datas para pagamento do 13º salário de algumas categorias em Minas

Por Redação , 15/12/2017 às 13:31
atualizado em: 15/12/2017 às 13:44- Itatiaia

Foto: Lucia Sebe/Divulgação
Lucia Sebe/Divulgação
Uma nota divulgada nesta sexta-feira pelo comando da Polícia Militar de Minas Gerais afirma que o 13º salário dos servidores da corporação – aposentados e da ativa – será pago em duas parcelas, nos dias 26 de dezembro e 19 de janeiro.
A informação foi dada pelo comando após reunião, nesta manhã, com o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT). A assessoria do governo, porém, ainda não confirma a situação.
O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol/MG) confirmou ter recebido um comunicado do governo relatando que os policiais civis e os agentes penitenciários também receberão o benefício nessas mesmas datas.
Nas últimas semanas, o governo de Minas tem relatado dificuldades em conseguir dinheiro para depositar o 13º dos servidores. Em entrevista exclusiva à Itatiaia, veiculada nessa quarta-feira (13), o secretário de Planejamento e Gestão do estado, Helvécio Magalhães, afirmou que não há recurso garantido.

Após reunião com comando da PM, governo confirma 13º em duas parcelas

Atraso

Segundo nota oficial divulgada pela corporação, o salário será pago nos dias 26 de dezembro e 19 de janeiro do ano que vem

encontro PM x Pimentel
O comando da PM se reuniu nesta manhã com o governador Fernando Pimentel

PUBLICADO EM 15/12/17 - 13h06
Após policiais militares e bombeiros anunciarem a possibilidade de uma paralisação após o dia 20 de dezembro, o comando da Polícia Militar (PM) anunciou no fim da manhã desta sexta-feira (15) que se reuniu com o governador Fernando Pimentel (PM) e que foi confirmado o pagamento do 13º salário para os militares e pensionistas. O pagamento será feito em duas parcelas, sendo a primeira em 26 de dezembro e a segunda no dia 19 de janeiro de 2018.
"Após ampla e criteriosa negociação nos últimos dias, ficou definido agora no final desta manhã, em reunião realizada com o excelentíssimo senhor governador do Estado, Fernando Pimentel, que os profissionais da Polícia Militar e pensionistas receberão o 13º salário em duas parcelas", diz a nota oficial da corporação, assinada pelo comandante geral Helbert Figueiró de Lourdes.
Ainda segundo o texto, mesmo diante da "extrema dificuldade financeira" que o Estado vive, esta seria mais uma distinção à corporação, "em reconhecimento ao trabalho e resultados alcançados no campo da segurança pública".
Mais cedo, O TEMPO noticiou que às 14h desta sexta, policiais militares, bombeiros e aposentados das corporações fariam um ato público na praça Sete de Setembro, no centro da capital mineira. Além das reivindicações relativas ao parcelamento e a falta de previsão quanto ao pagamento do 13º salário, os policiais também cobram uma reposição salarial. Os manifestantes pretendem queimar caixões durante o ato.
Em apoio aos manifestantes da capital, servidores do Triângulo Mineiro também farão um ato no mesmo horário na praça Tubal Vilela, em Uberlândia.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Polícia prende três criminosos que assaltaram empresa em Uberaba

Rodoban

As prisões ocorreram em Caldas Novas, em Goiás, a 286 quilômetros da cidade mineira

Uberaba
Os três integrantes de gangue que aterrorizou Uberaba no domingo
PUBLICADO EM 07/11/17 - 15h17
A Polícia Militar de Goiás afirma ter prendido nesta terça-feira (7) três integrantes da quadrilha que assaltou nesta segunda-feira (6) a empresa de transporte de valores Rodoban em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A corporação relata que pelo menos dois são integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
As prisões ocorreram em Caldas Novas, em Goiás, a 286 quilômetros de Uberaba. Conforme informações repassadas pelo major Batista, responsável pela ocorrência, foram presos Agnaldo Francisco da Silva Pereira, vulgo Magna - que seria integrante do PCC e teria apresentado documento falso em nome de Agnaldo Fernandes Lima - Anderson Manoel de Souza, vulgo Nativa, também integrante da facção, e Camila Pereira da Silva, esposa do Magna".
Ainda segundo o policial, as prisões foram possíveis "através do compartilhamento de informações entre o Serviço de Inteligência da Polícia Militar do Estado de Goiás, Polícia Federal, e a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná".
O major afirmou ainda que em poder dos mesmos foram apreendidos "grande quantidade de dinheiro, uma PT Glock (arma) e vários celulares e três veículos de alto custo". Ainda segundo o policial, Magna morava há um ano em Caldas Novas em uma casa de alto padrão e teria participado de várias ações pelo País. De acordo com o major, como assaltos a empresas de transporte já ocorreram em outras partes do País, Forças de Segurança de vários Estados já investigavam casos dessa natureza.
Chácara
A polícia informa que a quadrilha chegou a alugar uma chácara próxima à cidade onde teria permanecido por cerca de quatro dias A informação chegou por denúncia à Polícia Civil ainda na segunda-feira.
Os policiais dizem que foram até a chácara, que fica próxima à rodovia MG 798, zona rural de Uberaba, mas não encontraram ninguém. Peritos também vasculharam a área em busca de pistas que pudessem indicar o destino da quadrilha ou de seus integrantes, sem sucesso.
Histórico
Na madrugada dessa segunda, o grupo, formado por aproximadamente 30 pessoas, chegou à cidade em cerca de 10 carros. Os bandidos estavam armados inclusive com uma metralhadora ponto 50, com poder de fogo para derrubar um helicóptero.
Na ação, os criminosos explodiram paredes da empresa, espalharam parafusos e pregos pelas ruas da cidade para dificultar a passagem de veículos, queimaram carros em pontos estratégicos e atiraram em transformadores de luz.
Até o momento, os policiais encontraram também outros sete veículos utilizados no assalto. Um estava com explosivos. Não há informações sobre o volume de recursos levados da empresa.

Policia Militar mata quatro assaltantes de banco após violento confronto armado e deixa um ferido em Almenara

Fonte: http://www.dojequi.com/noticia/detalhe/8394/2017/11/policia-militar-mata-quatro-assaltantes-de-banco-e-deixa-um-ferido-em-almenara.html

Ouve troca de tiros com a PM no Baixão, próximo à Almenara.

Depois de trocar tiros com uma quadrilha de bandidos especialista em assalto a bancos, Policia Militar deixa quatro mortos, um ferido e outro ainda se encontra na mata, próximo a comunidade do Baixão.
Os corpos foram levados paro o hospital Deraldo Guimarães e deverá ser levado para o IML de Teofilo Otoni.
Entenda: 
Na madrugada do dia 04 (sábado), por volta das 03h da manhã, Policia Militar entrou em confronto com um grupo de criminosos, fortemente aramados, na cidade de Rio do Prado, fato que evitou que novas agências bancarias fossem explodidas.
Durante o confronto, os criminosos entraram em uma mata e fugiram, sem ser possível localizá-los. Após buscas por toda a região do Vale do Jequitinhonha, um homem foi preso próximo à cidade de Rubim suspeito de fazer parte da quadrilha que realiza esse tipo de crime. Ele estava escondido em um matagal, em uma estrada que dá acesso à cidade de Rubim. Os policiais, durante patrulhamento, avistaram um carro escondido na vegetação; o suspeito estava no veículo e apresentou nervosismo e complicações ao tentar se explicar aos militares.
A prisão deste homem levantou a suspeita de que existam, ainda, outras pessoas envolvidas na troca de tiros com a PM escondida na cidade de Rubim.  Um grupo especial de policiais tem feito um trabalho em todas as entradas e saídas da cidade. Um helicóptero tem feito à cobertura aérea, caso haja nova tentativa de fuga pela mata escura próxima a cidade. Vale lembrar que Rubim já foi alvo do ataque de quadrilha especializada em assalto a bancos.


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL


Na última década, a questão da segurança pública passou a ser considerada problema fundamental e principal desafio ao estado de direito no Brasil. A segurança ganhou enorme visibilidade pública e jamais, em nossa história recente, esteve tão presente nos debates tanto de especialistas como do público em geral.
Os problemas relacionados com o aumento das taxas de criminalidade, o aumento da sensação de insegurança, sobretudo nos grandes centros urbanos, a degradação do espaço público, as dificuldades relacionadas à reforma das instituições da administração da justiça criminal, a violência policial, a ineficiência preventiva de nossas instituições, a superpopulação nos presídios, rebeliões, fugas, degradação das condições de internação de jovens em conflito com a lei, corrupção, aumento dos custos operacionais do sistema, problema relacionados à eficiência da investigação criminal e das perícias policiais e morosidade judicial, entre tantos outros, representam desafios para o sucesso do processo de consolidação política da democracia no Brasil.

Imagem extraída de www.worldpress.com 
Cidade de São Paulo, centro e periferia
Lalo de Almeida/Folha Imagem

A amplitude dos temas e problemas afetos à segurança pública alerta para a necessidade de qualificação do debate sobre segurança e para a incorporação de novos atores, cenários e paradigmas às políticas públicas.
O problema da segurança, portanto, não pode mais estar apenas adstrito ao repertório tradicional do direito e das instituições da justiça, particularmente, da justiça criminal, presídios e polícia. Evidentemente, as soluções devem passar pelo fortalecimento da capacidade do Estado em gerir a violência, pela retomada da capacidade gerencial no âmbito das políticas públicas de segurança, mas também devem passar pelo alongamento dos pontos de contato das instituições públicas com a sociedade civil e com a produção acadêmica mais relevante à área.
Em síntese, os novos gestores da segurança pública (não apenas policiais, promotores, juízes e burocratas da administração pública) devem enfrentar estes desafios além de fazer com que o amplo debate nacional sobre o tema transforme-se em real controle sobre as políticas de segurança pública e, mais ainda, estimule a parceria entre órgãos do poder público e sociedade civil na luta por segurança e qualidade de vida dos cidadãos brasileiros.
Trata-se na verdade de ampliar a sensibilidade de todo o complexo sistema da segurança aos influxos de novas idéias e energias provenientes da sociedade e de criar um novo referencial que veja na segurança espaço importante para a consolidação democrática e para o exercício de um controle social da segurança.
Fonte: http://www.observatoriodeseguranca.org/seguranca
 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

PM testa novo modelo de farda que deve ser adotado em maio de 2018

POLÍCIA MILITAR

Se aprovado, o fardamento atual, que há mais de 30 anos não sofre grandes alterações, será extinto

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A cor cáqui do antigo uniforme (esquerda) será mantida no novo (direita)
PUBLICADO EM 29/09/17 - 13h04
A Polícia Militar (PM) de Minas começa a testar três novos modelos de farda a partir da próxima segunda-feira (2). Batalhões do interior receberam 600 conjuntos para testes durante seis meses e os militares vão fazer a avaliação, emitir relatórios e sugestões. Se aprovado, o fardamento atual, que há mais de 30 anos não sofre grandes alterações, será extinto. Um dos modelos é de dry fit, tecido sintético composto por substâncias como poliéster, poliamida e elastano, que não absorve o suor. A cor cáqui será mantida.
De acordo com o subcomandante-geral da PM, coronel André Leão, a “nova pele” da corporação vai trazer mais conforto para os policiais na execução do seu trabalho.
O segundo modelo de farda a ser tetado é de mangas compridas. Tem, ainda, uma gandola, espécie de blusão para fora da calça, também de mangas longas, como as que os militares dos batalhões de Choque e da Rotam usam.
Um novo boné também será testado. A atual boina, que apesar de grande parte da tropa gostar, segundo o coronel, não protege os PMs do sol e nem têm a ostensividade necessária.
A calça muda pouco. Os elásticos externos passam a ser internos e podem aumentar em até dois números. Os bolsos serão mais largos. O coturno continua o mesmo. Já os coldres, com modelos mais ergonômicos para cintura e perna, serão em polímetro, material que prende mais a arma e não a deixa cair. A capa do colete permanece na cor preta, mas com opção de colocar mais objetos.
Outra grande mudança é que as divisas de braço, tarjetas que representam a hierarquia militar, serão extintas. Serão usadas apenas na lapela. “Hoje existe apenas um modelo de farda operacional para o todo estado e Minas Gerais é muito grande, com características e climas diferentes. O policial poderá escolher a farda que melhor adeque à sua região”, disse o coronel, que usava umas camisas, tipo polo, com um pequeno zíper no peito. “Foi aprovada por especialistas da área”, comentou o coronel.
“Tenho 30 anos na PM e há 30 anos a atual farda já era usada. Alterou-se um pouco o tecido, um detalhe ou outro, mas basicamente é a mesma coisa há 30 anos”, disse.
Segundo o coronel, a mudança não vai gerar custos adicionais para o Estado, pois todo mês de maio os militares recebem abono fardamento, que corresponde a um terço do vencimento do militar, para comprar as fardas. “A previsão é que, a partir de maio do ano que vem, a nova já estará sendo usada em todo o estado”, disse o coronel.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A questão militar: Exército reforça ameaça ao país com fala do Alto Comando


http://www.tribunadainternet.com.br/a-questao-militar-exercito-reforca-a-ameaca-de-intervencao/
Parte inferior do formulário
Coluna no GLOBO
por Míriam Leitão

21/09/2017 06:00
O Exército fez a mais explícita ameaça ao país em 32 anos de democracia através do episódio do general Antonio Hamilton Mourão. O general Mourão falou em intervenção militar. Seu chefe, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, não só não o puniu, como o elogiou e, por fim, seguiu seu comandado, afirmando que a Constituição dá às Forças Armadas o mandato para intervir.
A entrevista dada pelo comandante do Exército ao programa Conversa com Bial, da TV Globo, é estarrecedora porque ele, ao simular que discorda, acabou deixando claro que concorda com seu companheiro de farda. Lembrou que a Constituição, no artigo 142, estabelece que as Forças Armadas podem intervir no país, ou a pedido de um dos poderes ou na iminência de um caos. “Então as Forças Armadas teriam o mandato para fazê-lo. Caso não seja solucionado o problema, nós podemos intervir. É isso o que ele quis dizer”, disse o comandante do Exército.
Pois é. E o que Mourão quis dizer é exatamente o que ele não deveria dizer, porque militares da ativa não podem fazer manifestação política. No mínimo, a sua declaração deveria ter sido vista como quebra de hierarquia. Entende-se que ele não quebrou hierarquia alguma, porque, como se viu, seu chefe concorda com ele.
O general Mourão não nega o nome que tem. Não é a primeira vez que o amalucado general diz esse tipo de sandice. Da primeira vez, foi removido do posto, agora recebe um afago do seu superior. Bem que Mourão avisou que não está sozinho. “Na minha visão, que coincide com a dos companheiros do Alto Comando do Exército”, o país está vivendo uma situação que ele descreveu como de “aproximações sucessivas”. E explica de que ponto o país está se aproximando: “Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, com apelação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos. Ou então teremos que impor isso.”
E o poder civil do país? A tudo assistiu, acanhado. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, soltou uma nota tímida dizendo que pediria explicações ao chefe do general e ficou por isso mesmo. Que explicação deu, pode-se imaginar agora em que, entrevistado, o chefe de Mourão elogiou seu subordinado: “um gauchão, um grande soldado, figura fantástica.” Em seguida, disse que ele foi mal interpretado e que é preciso entender o contexto, porque ele teria falado em reunião fechada. Mourão foi tão claro que não havia forma de interpretá-lo erradamente, e a reunião, apesar de ser fechada, por ser na Loja Maçônica, era um encontro público, e não um bate-papo entre amigos. Ele sabia que havia o risco de aquelas declarações saírem.
O general Mourão chantageou as instituições civis, citando especificamente o Judiciário, ao afirmar que ou elas retiram esses “elementos envolvidos em todos os ilícitos” ou então as Forças Armadas vão “impor isso”. O país quer se livrar da corrupção. Disso não há dúvida. Só que será usada a pena do juiz e não a bota do general, será respeitado o devido processo legal e não a imposição castrense. O salvacionismo militar já nos custou caro demais por tempo prolongado demais. O país fará a sua depuração através das instituições democráticas.
O governo Michel Temer é fraco e teme as Forças Armadas. Bastou uma cara feia para os militares serem tirados da reforma da Previdência. Depois, eles foram poupados da proposta de congelamento de salário dos servidores federais. Agora aconteceu um episódio de indisciplina militar e de ameaça às instituições brasileiras, e o governo deixou que os militares resolvessem entre si. O general Villas Bôas disse que conversou com o general Mourão. E o assunto está encerrado.
O Brasil nunca exigiu que as Forças Armadas reconhecessem os crimes cometidos durante a ditadura. Ao contrário dos países vizinhos, ninguém jamais foi punido pelas torturas, mortes, ocultação de cadáveres. O general Villas Bôas justificou até a ditadura. Disse que era parte do contexto da época de guerra fria e lembrou que naquele regime o país saiu de 47ª economia para o 8º lugar. Os militares deixaram as contas públicas em absoluta desordem, o país pendurado no FMI e com a inflação galopante.
Só mesmo um governo claudicante como este pode não entender o quão inaceitável é tudo isso que se passou diante de nós nos últimos dias.
(Com Alvaro Gribel, de São Paulo)


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Polícia investiga se soldado teve algum surto psicótico

Homicídios

Única pista é mensagem que jovem deixou ao irmão dizendo que ouviu vozes

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Mortes da namorada e da sogra ocorreram na madrugada de sábado; já as do jovem e da mãe foram nesse domingo (13)

PUBLICADO EM 14/08/17 - 03h00
A motivação para a sequência de assassinatos cometidos pelo soldado da Polícia Militar (PM) Igor Quintão Vieira, 23, ainda é uma mistério. A única pista é uma mensagem que ele enviou para o irmão após matar a namorada e a sogra, em Divinópolis, na região Central do Estado, e pouco antes de matar a mãe em Rio Pomba, na Zona da Mata. No texto, ele afirma que ouviu vozes que o teriam impelido a fazer algo terrível e que mataria a mãe para ela não sofrer com o que havia feito. A possibilidade de ter tido um surto psicótico é uma das linhas de investigação da Polícia Civil.

De acordo com o delegado regional de Divinópolis, Leonardo Pio, amigos e familiares afirmaram que o soldado não fez queixa de nenhum problema. Ele frequentava normalmente o curso de formação de sargentos, onde, um ano atrás, conheceu a namorada, também soldado, Aline Guimarães Rodrigues, 34.

O relacionamento começou há cerca de três meses, e também não existem relatos de brigas. “Ele veio para Divinópolis para conhecer a família da namorada. Eles chegaram à casa da família de Aline por volta das 20h. O assassinato dela e da mãe ocorreu em torno das 2h30 de sábado”, conta o delegado. Ele diz que vai ouvir mais pessoas nos próximos dias.

Após matar a namorada e a sogra, Elisabete Guimarães Rodrigues, 66, Igor foi para sua cidade natal, Rio Pomba, a cerca de 300 km de Divinópolis. Ele chegou à casa da mãe, EloísQuintão Vieira, 48, por volta das 7h de sábado. Lá, ele a matou e, em seguida, atirou em sua própria cabeça.

A Delegacia de Mulheres também trabalhará nas investigações dos crimes, já que o crime poderá ser enquadrado em feminicídio.
Vítimas estariam dormindo
Segundo informações iniciais da perícia da Polícia Civil, todas as vítimas do soldado Igor Quintão Vieira, 23, dormiam quando foram assassinadas. “A perícia aponta para um tiro dado à queima-roupa, na altura do ouvido das vítimas. Ao que tudo indica, todas as mulheres estavam dormindo quando foram mortas”, afirma o delegado Leonardo Pio.