sábado, 14 de janeiro de 2017

Polícia Militar, Bombeiros e Defesa Civil são reforços no combate à febre amarela em Minas

Da Redação

portal@hojeemdia.com.br
14/01/2017 - 08h56 - Atualizado 08h57 
A vacina contra a febre amarela é uma das mais eficazes, com cerca de 97% de possibilidade de imunização para o indivíduo
A vacina contra a febre amarela é uma das mais eficazes, com cerca de 97% de possibilidade de imunização para o indivíduo
O surto de febre amarela em Minas fez o governo do Estado anunciar o investimento de R$ 26 milhões para ações de enfrentamento à doença nas regiões de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, Governador Valadares e Manhumirim, no Leste do Estado, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, onde estão concentrados os casos. De acordo com o governador Fernando Pimentel, que participou na sexta-feira (13) de um seminário sobre a febre amarela em Teófilo Otoni, o combate à doença é a prioridade número um do Estado.

“Se nós precisarmos deslocar equipes para a zona rural vamos usar todos os recursos disponíveis, a Polícia Militar está alinhada conosco, o Corpo de Bombeiros está alinhado conosco, a Defesa Civil também, se precisar requisitar um carro, um caminhão, pode requisitar. Então, os prefeitos agora têm prioridade máxima de atendimento por parte do governo do Estado para essa questão”, afirmou.

Já foram notificados 133 casos suspeitos, sendo 38 óbitos. Ladainha, Caratinga, Imbé de Minas e Piedade de Caratinga são as cidades em situação mais crítica.

A Polícia Militar colocou à disposição 12 técnicos de enfermagem para auxiliar no trabalho de vacinação da população, sendo quatro para a região de Caratinga e oito para Teófilo Otoni. Além disso, a corporação ofereceu cinco veículos do Batalhão de Meio Ambiente e Trânsito que já atuam na região para as equipes das secretarias estadual e municipais de saúde transportarem as vacinas.

Apesar do rápido aumento do número de casos suspeitos de febre amarela, Pimentel acredita que não há motivo para pânico. 

“É uma situação grave, é uma situação séria, mas não é um alarme geral ainda. Nós temos vacina suficientes para toda população nas regiões afetadas. Então, tomando essas providências, com tudo que já foi feito até agora, e com o que nós estamos fazendo, eu tenho certeza que nós vamos vencer esse momento de dificuldade”, argumentou.

O governo do Estado estima que precisa distribuir vacina para 1,7 milhão de pessoas das regiões afetadas. Quase 500 mil doses já foram encaminhadas pelo Ministério da Saúde que, ao todo, vai destinar para Minas pouco mais de um milhão de doses. O Estado ainda tem em estoque 193 mil vacinas contra a febre amarela.

Agilidade

Para facilitar o combate à doença no Estado, foi decretada ontem situação de emergência em saúde pública para 152 cidades que ficam na área afetada, sendo que em 24 já foram registrados casos suspeitos ou prováveis. O decreto possibilita que, entre outras coisas, a possibilidade de que seja feita a aquisição pública de materiais e a contratação de pessoal e serviços estritamente necessários ao atendimento da situação emergencial sem a necessidade de realizar licitação.

Neste fim de semana, as cidades devem realizar um mutirão de vacinação para evitar a proliferação do vírus. “Tem fila em frente ao posto de saúde, e ainda tem vacina para ser aplicada, não vamos parar no horário normal não, vamos continuar. Se precisar avançar um pouquinho depois das seis, sete, oito da noite, vamos avançar. Vamos abrir o posto de saúde no fim de semana, vamos garantir com as equipes que, se tiver vacina no estoque, e tem, então vamos trabalhar dobrado porque a vacina é que vai garantir a proteção ao cidadão mineiro”, ressaltou o governador Fernando Pimentel.

Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre.

Leia também:
Pimentel libera R$ 26 milhões para combate à febre amarela; mortes suspeitas chegam a 38
Limpeza no entorno e telas no hospital onde estão os doentes

 

    sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

    Operação Polícia Militar & Polícia Civil #AlmenaraMaisSegura

    13 presos, apreensão de 1 pistola 380, 1 revólver .38, diversas munições e drogas diversas. 
    BOPM M2239-2017-80021067 e REDS 2017-000983306-001. BOPM 80211456/2017 e REDS 2017-000992545-001. 


    Fotos:
    Vinícius Andrade - Patricia L. Almeida - Facebook

    Fortes temporais continuam na RMBH durante o fim de semana

    PREVISÃO

    Chuvas fortes também são esperadas em cidades das regiões central, Zona da Mata, Leste e Norte de Minas Gerais


    Cidades - Belo Horizonte, Mg. Forte Chuva . Tempestade que caiu na cidade de belo horizonte e grande Belo Horizonte provocou muitos estragos e alagamentos: Na foto: Tereza Cristina da altura do bairro Sao Paulo transbordou colocando  em risco a vida de mui
    Avenida Tereza Cristina ficou alagada em BH
    PUBLICADO EM 13/01/17 - 12h47
    As fortes chuvas que atingiram Belo Horizonte e Contagem na noite dessa quinta-feira (12) e madrugada desta sexta-feira (13) devem continuar, nestas cidades e em toda a região central de Minas Gerais durante o fim de semana, segundo o Centro de Climatologia TempoClima PUC Minas.
    Também são esperadas chuvas fortes em municípios das regiões Leste, Norte e Zona da Mata. O tempo ficará nublado com pancadas de chuva a qualquer hora do dia, com mais possibilidades de precipitação para os períodos da tarde e noite.
    No estado, a temperatura máxima deve chegar a 34ºC, em cidades do Triângulo e região Noroeste. Na capital, os termômetros variam entre 19ºC e 26ºC.
    Segundo os meteorologistas as precipitações ocorrem devido a intensificação das áreas de instabilidade sobre o Sudeste do Brasil. Os especialistas recomendam aos mineiros atenção aos temporais, típicos do verão, que podem causar prejuízos. 
    Para mais informações sobre a previsão do tempo, clique aqui

    Minas decreta situação de emergência por surto de febre amarela

    REGIÕES DO RIO DOCE E MUCURI

    O decreto é válido na área da abrangência das Unidades Regionais de Saúde de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni

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    Decreto facilitará aquisição de insumos e contratação de pessoal
    PUBLICADO EM 13/01/17 - 11h51
    O governador Fernando Pimentel (PT) decretou situação de emergência em saúde pública regional em decorrência do surto de febre amarela em municípios das regiões do Vale do Aço, Rio Doce e Mucuri, que concentram a maior parte dos casos suspeitos da doença até o momento. O decreto é válido por 180 dias, na área da abrangência das Unidades Regionais de Saúde de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni. 
    O texto, que foi publicado na edição desta sexta-feira (13) do Diário Oficial do Estado, o Minas Gerais, cria ainda a Sala de Situação, que irá monitorar os casos de febre amarela no Estado, conforme antecipado por O TEMPO na edição desta quinta-feira (12).
    No decreto, o Estado justifica que a doença é de notificação imediata e compulsória, conforme portaria do Ministério da Saúde, e de potencial epidêmico e de elevada letalidade. O governador lembrou ainda que em janeiro já foram notificados 48 casos suspeitos da doença, sendo 16 deles com confirmação para febre amarela. Do total, 14 casos resultaram em morte, sendo que oito delas foram, comprovadamente, causadas pela febre amarela. A morte de macacos na região também foi citada no texto.

    Durante os seis meses de validade do decreto da situação de emergência, o Estado fica autorizado a dispensar licitação para a "aquisição de insumos e materiais e a contratação de serviços necessários para controle do surto da doença".
    Além disso, as autoridades estaduais poderão requisitar bens e serviços, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas, sendo garantido ao menos uma justa indenização, bem como permitida a contratação de pessoal por tempo determinado para atuar no combate à febre amarela nesta região.
    A Sala de Situação
    O texto também delimita como funcionará a Sala de Situação, que irá monitorar e coordenar as ações que foram autorizadas pelo decreto. Ela será composta por representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES); da Defesa Civil; da secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
    O decreto determina que todos os processos referentes a assuntos relacionados ao surto correrão em regime de urgência e prioridade em todos os órgãos e entidades. 


    quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

    Comandante-geral da PM de Minas pede exoneração do cargo

    Gabriela Sales

    gsales@hojeemdia.com.br
    11/01/2017 - 17h31 - Atualizado 17h40
    Mudança na chefia do comando da PMMG deverá ocorrer na próxima semana
    Mudança na chefia do comando da PMMG deverá ocorrer na próxima semana
    O comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, pediu exoneração do cargo para o governador de Minas, Fernando Pimentel. O pedido foi feito nessa terça-feira (10), durante uma reunião entre o chefe da Polícia mineira e o governador.
    O motivo, de acordo com o coronel Bianchini, seria o tempo de serviço prestado. “Já atingi os 31 anos de serviço prestado. Foram dois anos de muito trabalho a frente da corporação, agora é a vez de dar oportunidade a outros militares”, disse.
    Bianchini comandou a PM por dois anos. Durante sua gestão realizou a modernização de viaturas, sistemas de monitoramento e vigilância, além de aumento de efetivo em todo o Estado. “A corporação sabe da importância que exerce frente à segurança no Estado. Este é o nosso maior legado”, reforça.
    O coronel Hebert Figueiró é o nome mais cotado para assumir a chefia da corporação. “É um nome indicado por mim e de agrado do governador. Será um grande comandante”, completa.
    A troca de comando está prevista para a próxima semana. Além da mudança do comando, está prevista a promoção para coronéis e mudança do comando de algumas unidades da Polícia Militar.  

    Comandante-geral da PM, Marco Antônio Bianchini renuncia ao cargo

    PEDIU PARA SAIR

    Em reunião com o governador Fernando Pimentel, coronel pediu para deixar o posto


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    Coronel Marco Antônio Badaró Bianchini renunciou ao cargo de comandante-geral da PM
    PUBLICADO EM 11/01/17 - 18h27 - Jornal O Tempo
    O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, pediu ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, para ser retirado do cargo máximo da corporação. A informação foi confirmada oficialmente. O policial alegou "motivos pessoais" para a saída.
    O atual comandante tomou posse logo que Pimentel assumiu o governo do Estado, em janeiro de 2015. No período, Bianchini completou 30 anos de trabalhos prestados frente à PM, mas, mesmo assim, preferiu permanecer no cargo.
    A troca de comando ainda deve ser oficializada. Não há data para o ato.
    Aguarde mais informações

    segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

    BRASIL...Falta Xerife

    Publicado em blogueirosBrasíliademocraciaDitaduraeconomiaPolítica brasileira
    Fonte: http://blogs.uai.com.br/danbrasilmundo/2017/01/09/falta-xerife/
    Imagem relacionada
    Esse é um país com excelentes leis, tem uma legião dos melhores juristas do mundo, mas a defesa da coletividade sempre foi tão politizada, e pouco disseminada na sociedade, que todos esses atributos transformam-se em pó diuturnamente. É como se o Brasil fosse um Faroeste, um país sem lei, nem comando.
    A ditadura militar fez um mal muito pior que aquele trauma de perseguição disseminado pela politicagem barata da esquerda acadêmica ou política: ela destruiu, em uma geração inteira, o gosto moderado pela política. Esse efeito nefasto foi duradouro e impactou diretamente a atual geração.
    A classe média brasileira tinha passado finalmente a participar da política em 1954, após a saída de cena do ditador Getúlio Vargas – que retornou ao poder pelo voto, apenas devido a sua popularidade demagógica, mas que preferiu entrar para a história ao suicidar – e por causa da Constituição de 1946, a mais democrática até então. Aí vieram os socialistas de Jango e Brizola – com a resposta do establishment, que foi o Golpe de 1964 – e todo o avanço cívico moderado que poderia estar-se criando foi por água abaixo.
    Diante do regime militar truculento, as vozes moderadas preferiram cuidar das suas vidas. Radicais de direita e esquerda passaram a disputar o poder pela violência, criando um aparato de corrupção que destrói o país até hoje. Por quê falo disso hoje, tanto tempo depois? Basta olhar a idade dos que governam os estados (e o país) para entender que data dessa época o “molde” desse pessoal.
    É a turma que cresceu naquela época que ainda comanda e condena o país ao atraso.
    A vinculação da autoridade à violência e ao arbítrio ainda é marca brasileira. A minha geração sempre desejou desrespeitar autoridades públicas, pois nelas via apenas a subversão de valores, a truculência, o favoritismo subordinado que desgraçou o país. Se em casa a autoridade materna ou paterna pode ter persistido,  nas ruas homens fardados eram sinal de falta de liberdade e a necessidade de gritar por independência. Até hoje menosprezamos as autoridades, pois achamos que a maioria está lá não por competência, mas unicamente para manter um grupo mandando, sem qualquer sensibilidade sobre demandas da população (há raríssimas exceções e essas muitas vezes tendem a descambar facilmente ao populismo).
    Essa herança histórica não é facilmente apagável da memória individual ou coletiva.
    Ainda que hoje a maioria dos brasileiros tenha nascido sob a democracia (ou seja, tecnicamente após 1985, legalmente após a Constituição de 1988), foi apenas em 1990 que o voto direto para Presidente voltou. O aprendizado democrático ainda não se completou para eleitores e para eleitos (atualmente há pequenas levas de novos políticos desconectados do passado nefasto acima descrito). Aprender a conviver com autoridade constituída democraticamente, merecedora de respeito, é coisa nova que ainda está por vir.
    As matanças recentes em presídios, o flagrante desrepeito das leis e instituições por governantes (como indicado em meus posts recentes, onde não poupo político ou partido algum que eu ache malfeitor, claro que especialmente o PT, pois este é o mais hipócrita e mais traidor de promessas do que outros) nada mais são que a herança de desprezo pela autoridade. Se o cidadão a menospreza, da mesma forma aqueles que ocupam cargos altos, condenamo-nos à esculhambação. Conversas telefônicas reveladas entre a presidente impedida e seu chefão Lula, bem como de pessoas que administravam a República até recentemente (já que é o que foi revelado por parte da impresa), demonstra o quão desprezam a importância da defesa da coletividade que deveriam promover.
    Países desenvolvidos – diferentes do Brasil, mais avançados – passaram de autoridades fortes a cidadanias fortes, onde todos são cientes de suas obrigações e direitos, sendo instruídos a defenderem e entenderem as necessidades da coletividade.
    O Brasil precisa, ao meu ver, de um estágio anterior a isso. Precisa reafirmar a autoridade. Não aquela autoridade ditatorial, truculenta, derivada de um ato do diário oficial que torna uma pessoa poderosa. Há necessidade urgente da autoridade competente, honesta, fundada em intenções e ações coerentes, segundo um mandato, uma ordem necessária.
    Essas autoridades são pouco vistas no Brasil. Em todos os setores.
    No campo bancário, os gigantes bancos brasileiros fazem o que querem e o Banco Central pouco lhes incomoda, lavando as mãos sobre os desrespeitos em matéria de tarifas abusivas e serviços horríveis. O Banco Central deixa o assunto para o PROCON, quando era para garantir também algo melhor, mais barato, já que tão concentrado (hoje 5 bancos administram 90% da riqueza brasileira).
    No campo das telecomunicações, a ANATEL é uma lesma. Há várias áreas sem cobertura, nacionalmente, os serviços são caros e ruins. Novamente o povo se volta ao PROCON, só que apenas uma parcela ínfima reclama ou pode perder tempo numa demanda em pequenas causas. A agência competente para melhorar os serviços oferecidos, segundo a lei aplicável, faz muito pouco e se dá por satisfeita, enterrando a cabeça omissa na areia. A quebra da Oi é um exemplo evidente de passividade absoluta (ou subordinação a interesses inconfessáveis).
    O transporte aéreo brasileiro se popularizou, mas nem por isso pode virar o lixo que virou, sem conforto, com tarifas altíssimas, com o bombardeio de publicidade sobre o cliente que já pagou pela passagem e tantos outros desrespeitos que a ANAC deixa acontecer. A agência não serve as companhias. As agências servem a coletividade, bastando lerem-se suas leis para constatar o óbvio. Ao não cumprirem seu papel, as agências sepultam sua autoridade.
    Eu poderia dar outros exemplos de autoridades que não trabalham eficazmente, não cumprem seu mandato, brincam de manejar estatísticas e não de fiscalizar e “enquadrar” prestadores de serviços públicos que insistem em se ver acima da lei. A desculpa de que o PROCON é ativo é apenas uma cortina de fumaça para esconder a inoperância de autoridades que tem poder-dever de agir, mas preferem acomodar-se sob a desculpa de falta de orçamento ou pessoal. Essa conversa fiada é absurda, pois  são tão poucos fornecedores de serviços que bastaria fiscalizar e obrigar-lhes a distribuir melhor os benefícios que o monopólio ou oligopólio dá a esses grupos.
    Enquanto o Brasil for terra sem xerife, onde a lei não é aplicada e quando é, serve a poucos, o terceiro-mundismo continuará nos rondando, dando-nos vergonha perante nações mais responsáveis.
    Uma nova geração de cidadãos está progressivamente tomando o poder, sendo eleita por quem deseja enterrar a conivência ou a paralisia política resultante da ditadura. A esperança de que essa turma – que acredita em diversidade, abertura de espírito, respeito à ordem e previsibilidade – transforme o Brasil é grande.

    quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

    Escala de pagamento do IPVA começa na próxima segunda

    AUTOMOTORES

    Veículos de final de placa 1 e 2 deverão pagar o imposto em cota única, com desconto, ou a primeira parcela


    carreta, transito, contagem
    O valor total do IPVA emitido para 2017 é de R$ 4.645.855.847,89
    PUBLICADO EM 04/01/17 - 19h12
    A escala de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2017 começa na próxima segunda-feira (9) - em cota única ou primeira parcela -, para os veículos de final de placa 1 e 2. Os demais finais de placas vencem nos dias 10 (3 e 4), 11 (5 e 6), 12 (7 e 8) e 13 (9 e 0) de janeiro. Quem preferir parcelar o imposto deverá pagar a segunda parcela em fevereiro e a terceira em março. A estimativa é de uma arrecadação total de R$ 4,6 bilhões com o tributo neste ano.
    O presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon/MG), Paulo Bretas, orienta o contribuinte mineiro: “Pagar à vista aproveitando o desconto é sempre a melhor opção. Se você tem o dinheiro, mesmo que na poupança ou em alguma outra aplicação, vale quitar integralmente o IPVA porque nenhum banco dá mais que 3% de rendimento por mês, valor oferecido pelo Governo do Estado para a quitação total do imposto”, diz Bretas.
    Segundo o especialista, aqueles que optarem pelo parcelamento em três parcelas devem estar atentos ao impacto desse valor no orçamento familiar até março. “Contrair empréstimo para pagar à vista ou parcelado é a pior solução, por causa dos juros altos”, alerta Bretas.
    Expectativa
    A expectativa da SEF/MG é que cerca de 30% do IPVA seja pago em cota única, gerando receita de aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Outros R$ 500 milhões devem ser arrecadados com a primeira parcela, totalizando R$ 1,9 bilhão, no mês de janeiro.
    O valor total do IPVA emitido para 2017 é de R$ 4.645.855.847,89, um incremento de R$ 240 milhões (5,46%), em relação a 2016. A frota também aumentou, no mesmo período, em 337 mil veículos (3,72%), totalizando 9,4 milhões.
    Pagamento antecipado
    Os contribuintes mineiros que optaram pelo pagamento antecipado do IPVA, que começou a ser recebido pela Fazenda estadual no dia 1º de dezembro de 2016, proporcionaram ao Estado uma arrecadação de R$ 263 milhões até essa terça-feira (3). Esse valor contempla 513.764 veículos. A quitação à vista, com desconto de 3%, representou R$ 237 milhões (90%). O restante, R$ 26 milhões (10%), refere-se a uma ou duas parcelas. 
    O superintendente de Arrecadação e Informações Fiscais da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), Leônidas Marcos Torres Marques, observa que, historicamente, muitos contribuintes optam por antecipar o pagamento do IPVA para aproveitar o desconto de 3% e também evitar preocupação com essa obrigação no período de férias e viagens.
    Pagamento
    O pagamento do IPVA 2017 pode ser feito diretamente nos terminais de autoatendimento ou guichês dos agentes arrecadadores autorizados, bastando informar o número do Renavam do veículo. Os agentes arrecadadores autorizados a receber os tributos são: Banco do Brasil, Mais BB, Banco Postal, Bradesco, Itaú-Unibanco, Mercantil do Brasil, Caixa Econômica Federal, Casas Lotéricas, Santander e Sicoob.
    O contribuinte que preferir emitir a guia de arrecadação poderá retirá-la pelo site da SEF/MG ou pessoalmente nas Repartições Fazendárias ou Unidades de Atendimento Integrado (UAI).
    Quem deixar de pagar o imposto nos prazos estabelecidos está sujeito a multa de 0,3% ao dia (até o 30º dia), e de 20% após o 30º dia. Os juros são calculados sobre o valor do imposto ou das parcelas, acrescido da multa, pela taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custodia (Selic).
    Destinação
    Do total apurado com o IPVA, 20% são repassados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb); 40% ao caixa único do Estado e 40% para o município de licenciamento do veículo.
    Alerta
    O superintendente de Arrecadação e Informações Fiscais, Leônidas Marcos Torres Marques, alerta aos cidadãos que a Secretaria de Fazenda não envia para os contribuintes nenhum tipo de boleto do IPVA por Correios, e-mail, SMS ou redes sociais, como WhatsApp. “Se alguém receber esse tipo de cobrança deve ignorar, pois, caso pague, não estará pagando à Secretaria de Fazenda”, afirma.
     

    segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

    Posse dos novos Vereadores, Prefeito e Vice Prefeito de Bandeira-MG (Imagens)













    Photos By: Wellington

    Cofres vazios nas administrações municipais

    Coluna Esplanada / 01/01/2017 - 12h00

    As festas de posse dos 5.570 prefeitos escondem uma realidade financeira que ficará pior em 2017. Há perspectivas de cortes de despesas, dificuldades financeiras para cobrir a folha de pagamento e dívidas milionárias cada vez mais crescentes. O cientista político André Pereira César observa que por conta dessas dificuldades, a principal mudança nas administrações municipais se dará nas finanças dos municípios. Sem dinheiro em caixa, os prefeitos precisarão focar nas prioridades e necessidades reais da população. “Tendem a ser mais pragmáticos”.
    Resultado de imagem para cofreSem alternativas
    Boa parte dos prefeitos, como o de Porto Alegre (Nelson Marchezan) e o reeleito de Natal (Carlos Eduardo), terá dificuldades com a folha já em janeiro, porque nessas duas capitais o IPTU foi antecipado.
    Quem pode mais
    Outra consequência é que os prefeitos estarão mais em Brasília com o pires na mão. Como a maior parte da arrecadação está na União, vão fazer pressão para reformas.
    Impaciência popular
    Por conta desta nova realidade financeira, segundo André César, a população deverá ser mais fiscalizadora. “O descrédito da opinião pública é grande”, observa.
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