domingo, 31 de março de 2013

LEGENDÁRIO MALDITO!!! (Revólver calibre .22 LR)

LEGENDÁRIO MALDITO


 
Talvez nenhuma arma brasileira seja tão difundida pelo país como o revólver em calibre .22LR que ilustra essa matéria. Isso porque foi uma das armas mais fabricadas e que inundaram o mercado brasileiro a partir de 1957. Até então, armas curtas em calibre .22 eram apenas uma ou outra Berettinha importada ou garruchinhas de dois canos ou pistoletes de cano único monótiro. Porém, em 1957, a Amadeo Rossi S.A., famosa fabricante gaúcha de armas, incorporou em sua esmerada linha de produtos, um pequeno revólver calibre .22 LR com capacidade para sete tiros que mudaria para sempre esta história: o modelo Princess! A boa qualidade deste revólver e seu elegante acabamento, o seu poder de fogo (sete tiros), aliado às suas pequenas dimensões, possibilitando vantagem na dissimulação e porte, e, principalmente o seu preço acessível, fizeram dele um sucesso de vendas tal que, ainda hoje, milhares de armas deste modelo se encontram espalhadas por todo o País, mesmo sua produção tendo sido interrompida em 1984!
Como dito acima, a arma era muito bem acabada e de belíssimo visual. Mas ela tinha não um, mas dois calcanhares de Aquilles. O primeiro é que, em 1957, a indústria estava engatinhando no experimento com metais leves e suas aplicações em armas de fogo. O Rossi foi um dos pioneiros e, cometeu o erro de se arriscar com o uso do ZAMAC, uma das primeiras ligas leves de onde vem seu nome composto pelos materiais que a formam: Zinco, Alumínio, Magnésio e Aço Carbono. O segundo problema com o revólver era que, bem pequeno, exigia um cão pequeno. Aí residia um fator inegociável: pouco peso é igual a pouca massa. Como resultado, os engenheiros tiveram de exagerar na força da mola real para conseguir ferir os cartuchos e ocasionar o tiro. Dessa forma, a força para puxar o gatinho em uma arma tão pequena, desfazia a perfeição da pontaria. Mesmo assim, a arma foi um sucesso de vendas, mas que após muitos tiros, revelava sua característica de “derreter” o ZAMAC na zona crítica do “gap”, que é a junção cano/armação.
Apesar disto, a história foi escrita: uma vez que arma e munição não eram caras e o calibre não era controlado, logicamente qualquer um podia adquiri-los. Como resultado, tornaram-se cada vez mais freqüentes os homicídios com o emprego desta pequena arma, especialmente em zonas de meretrício. E o que ocorria? Muitas prostitutas adquiriam esses pequenos revólveres que eram vendidos até mesmo nos brechós da Rodoviária de Porto Alegre. Qualquer desentendimento na hora do “cliente pagar o combinado” ou inventar de agredir “a dama”, resultava em um valentão morto ou ferido. Isso porque de perto, você não precisa ser campeão de tiro e se um tiro de .22 as vezes não mata, sete com certeza vão te despachar para junto de São Pedro.
Foi esse conjunto de ocorrências, o que acabou levando as autoridades brasileiras a incluir o calibre .22 LR no mesmo controle imposto as demais armas de fogo e, para quem gosta de títulos: “ O Rossi Princess foi a arma que mais matou gente entre 1957 e 1966 no Brasil!”
Espero ter ajudado!
Fonte: http://www.facebook.com/groups/armasdefogo/permalink/561362580570035/

9 comentários:

Unknown disse...

interessante, mas e o poder de fogo?
achei incompleto as informações

Ivo André Fontanella disse...

Quer dizer que as prostitutas devem ser estupradas e não podem se defender com um rossi 7 tiros cal, 22lr?


LopanRS disse...

Tenho um herdado, mantenho limpo e com municao nova e de qualidade a cada 6 meses. Moro pra fora e nao tem cerca eletrica nem alarme. Eu, o princess e meus cachorros sao a segurança da familia.

Terra Boa disse...

Quando o Brasil voltar a ser governado por militares teremos a dignidade de novamente poder nos defendermos. Até lá, somente marginais, incluindo-se os pagos com dinheiro público, podem ter armas. Lamentável. E salve-nos, Deus.

Lucas Ricci disse...

Putz tinha um princess desse, na época (muitos anos atrás) troquei uma beretta mod21 (a beretinha 22) por ele, e me amarguei de arrependimento... Meu gosto por atirar fez com que o ocorresse erosão do cone de forçamento, aumentando o gap entre o tambor e o cone do revolver, conclusão o revolver perdeu pressão e o tiro saia xoxo, isso com cerca de 2mil tiros. Acabei me desfazendo do revolver qdo veio o estaburro do desarmamento, acho q se optasse pela beretinha estaria com ela até hj, mesmos com os engasgos frequentes.

Estúdio K Digital disse...

Queria muito comprar um revólver calibre 22 , mas como existe muita burocracia isso dificulta, queria um site pra comprar no cartão ,mas só encontrei fora do país.

Ronald Gonzaga disse...

Qual o valor de um 22RS rosse 7 tiros

Unknown disse...

Também quero comprar uma, quem quiser vender meu Email é amaurigelais@yahoo.com.br
Mas quero nova sem ser usada

Alfredo Sanches disse...

Acho qe tem qe liberar denovo pois vivo na zona rural de viamao rs talvez a pior cidade do rs a prefeitura so qer cobrar iptu ate em zona rural o efetivo policial e pouco as estradas pessimas e a bandidagem transforma o interior do municipio em um velho oeste gaucho pois eles tem ascesso a armas nos nao.