sábado, 14 de janeiro de 2012

Justiça manda soltar de novo coronel acusado de receber propina no Rio


Djalma Beltrami já havia sido preso em dezembro, acusado pela Polícia Civil de ter chefiado um esquema de propina para não coibir o tráfico de drogas em São Gonçalo. JORNAL NACIONAL - REDE GLOBO


O coronel da Polícia Militar do Rio, preso duas vezes em menos de um mês, está novamente em liberdade. Investigadores acusam o oficial de ter recebido propina de traficantes. A Justiça diz que faltam provas.

Desta vez, foram 30 horas de prisão no quartel general da Polícia Militar do Rio. A ordem para libertar o coronel Djalma Beltrami foi dada por um desembargador do plantão judiciário. O magistrado acolheu um pedido de habeas corpus feito pela Defensoria Pública do Estado.


O coronel, que também é ex-juiz de futebol, já havia sido preso em dezembro, acusado pela Polícia Civil de ter chefiado um esquema de propina para não coibir o tráfico de drogas em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Na época, a Justiça considerou que as provas contra o oficial eram insuficientes para justificar a prisão.
Esta semana, ele foi denunciado pelo Ministério Público e voltou a ser preso. Mais uma vez, a Justiça entendeu que não havia provas que amparassem uma prisão preventiva.
Na decisão judicial, o desembargador Antônio Carlos dos Santos Bitencourt diz que “o juiz de primeiro grau que decretou a prisão deu magia a novas palavras, que passaram a ter a força de prender, dizendo ter surgido das escutas telefônicas novas referências que comprometeriam Beltrami, mas que continuam no perigoso terreno da suspeita”.
Segundo o desembargador, "não existe nas escutas qualquer captação de voz atribuível ao coronel. O que existe de concreto são diálogos de terceiro, que não mencionaram especificamente o nome de Djalma Beltrami”.
Desde dezembro, o ex-comandante tem exercido funções administrativas na PM. Ele nega todas as acusações.

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