Djalma Beltrami já havia sido preso em dezembro, acusado pela Polícia Civil de ter chefiado um esquema de propina para não coibir o tráfico de drogas em São Gonçalo. JORNAL NACIONAL - REDE GLOBO
O coronel da Polícia Militar do Rio, preso duas vezes em menos de um mês, está novamente em liberdade. Investigadores acusam o oficial de ter recebido propina de traficantes. A Justiça diz que faltam provas.
Desta vez, foram 30 horas de prisão no quartel general da Polícia Militar do Rio. A ordem para libertar o coronel Djalma Beltrami foi dada por um desembargador do plantão judiciário. O magistrado acolheu um pedido de habeas corpus feito pela Defensoria Pública do Estado.
O coronel, que também é ex-juiz de futebol, já havia sido preso em dezembro, acusado pela Polícia Civil de ter chefiado um esquema de propina para não coibir o tráfico de drogas em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Na época, a Justiça considerou que as provas contra o oficial eram insuficientes para justificar a prisão.
Esta semana, ele foi denunciado pelo Ministério Público e voltou a ser preso. Mais uma vez, a Justiça entendeu que não havia provas que amparassem uma prisão preventiva.
Na decisão judicial, o desembargador Antônio Carlos dos Santos Bitencourt diz que “o juiz de primeiro grau que decretou a prisão deu magia a novas palavras, que passaram a ter a força de prender, dizendo ter surgido das escutas telefônicas novas referências que comprometeriam Beltrami, mas que continuam no perigoso terreno da suspeita”.
Segundo o desembargador, "não existe nas escutas qualquer captação de voz atribuível ao coronel. O que existe de concreto são diálogos de terceiro, que não mencionaram especificamente o nome de Djalma Beltrami”.
Desde dezembro, o ex-comandante tem exercido funções administrativas na PM. Ele nega todas as acusações.

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