Sérgio Barbosa Toledo foi assassinado na sexta-feira (20) no bairro Industrial, em Contagem
REPRODUCAO/IGOR NUNES/PATOS NOTÍCIAS
Exoneração de Geórgia Ribeiro ocorreu por falta de integração das polícias militar e civil
A crise entre as polícias Civil e Militar provocou na sexta-feira (20) a demissão da subsecretária de Integração e Avaliação dos órgão subordinados à Defesa Social. A demissão ocorreu após a morte do detetive Sérgio Barbosa Toledo, 51 anos, no bairro Industrial, em Contagem, na Grande BH.
Na região onde o detetive foi morto foi toda cercada por mais de 30 viaturas da Polícia Civil, mas não havia militares, o que causou a demissão de Georgia Ribeiro pelo secretário de Estado de Defesa Social, Lafaytte Andrada.
O nome cotado para assumir o cargo é de Frederico César do Carmo, que trabalhava na subsecretaria chefiada por Georgia Ribeiro. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que não tinha conhecimento da demissão.
Georgia Ribeiro estava na Seds há oito anos e sempre atuou na integração das polícias. Formada em administração pública, ela tinha mestrado em segurança pública. As entidades que representam as duas polícias se posicionam contra a demissão. “Se não há unificação não é culpa da Georgia. Ela era uma técnica que conhecia muito de segurança pública, mas não tinha autonomia para resolver as questões que geravam impasses entre as corporações. A PM precisa atuar na prevenção e a Civil na investigação, função da polícia judiciária”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil, Denílson Martins.
O presidente da Associação dos Praças da PM e Bombeiros, Luiz Gonzaga Ribeiro, alega que não há integração pelo fato de a Polícia Civil não concordar com as regras, uma delas uma avaliação permanente das funções e subordinação à Seds. Segundo Gonzaga, a Georgia Ribeiro não é culpada por não haver a integração.
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