segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Número de mortes em assaltos a banco cresce 113% no último ano


Em 2011 foram registradas 49 mortes durante assaltos a bancos em todo
Tábita Martins - Estado de Minas
Uma pesquisa nacional divulgada nesta quinta-feira revela que 49 pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos em 2011 no Brasil. O aumento foi de 113,04% em um ano, o que representa quatro vítimas por mês. O estudo foi realizado pela pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV).
De acordo com a Contraf-CUT e a CNTV, as mortes refletem a carência de investimentos dos bancos para prevenir assaltos e sequestros. A pesquisa ainda revela que os cinco maiores bancos que operam no país registraram lucros de R$ 37,9 bilhões de janeiro a setembro de 2011. No entanto, o que foi gasto com segurança e vigilância não ultrapassa R$ 1,9 bilhão, representando um percentual de 5,2%, em média, se comparado com os lucros.
"Essas mortes comprovam o descaso e a escassez de investimentos dos bancos na proteção da vida de trabalhadores e clientes, bem como revelam a fragilidade da segurança pública diante da falta de policiais e viaturas nas ruas e ações de inteligência para evitar ações criminosas", avalia o diretor da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr. 
Na opinião do presidente da CNTV, José Boaventura Santos, os números "assustadores" reforçam a necessidade de atualizar a lei federal nº 7.102/83, que se encontra defasada diante do crescimento da violência e da criminalidade. A lei federal trata da segurança para os Bancos e dispõe sobre normas para constituição e funcionamento das empresas de Segurança Privada.
Por estado


No topo da lista aparece São Paulo com registro de 16 mortes, seguido de Rio de janeiro com 9, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul têm registrado 4 casos cada um. São Paulo também teve o crescimento mais alarmante na comparação entre 2010 e 2011. Subindo de 5 para 16 mortes, alcançando um percentual de 220%.
O número em Minas Gerais pode ser considerado relativamente baixo contabilizando 2 casos em 2010 e um em 2011. 

Tipos de assaltos
Nas famosas saidinhas é onde há um maior número de mortes registradas, em relação a assaltos envolvendo bancos. Em 2010 foram contabilizadas 10 assassinados desse tipo. Já em 2011 o número subiu para 32, uma variação representada em 220,00%. O segundo tipo de assalto que mais mata são os assaltos à agências com 5 mortes em 2011, seguido de roubo durante abastecimento de caixas eletrônicos com 2 mortes registradas.
Perfil das vítimas
A pesquisa revela que os clientes são cada vez mais as principais vítimas em assaltos envolvendo bancos. Na comparação entre 2010 e 2011, o número de mortes teve crescimento de 150%. Quase todos foram assassinados em "saidinhas de banco". Só em 2011, 30 clientes foram assassinados, 8 vigilantes, 6 traseuntes, 1 bancário e 4 policiais.
Relembre alguns casos em Minas
Osório Guimarães, de 65 anos, sacou a quantia de R$ 2,7 mil em uma agência do Itaú em Contagem e foi perseguido por assaltantes. Quando chegou no Bairro Carmo, Osório foi abordado e reagiu ao assalto. Ele foi morto e os bandidos fugiram. 
Antônio Faleiro Filho, 53 anos, morreu após ter sido baleado no Bairro Califórnia. A suspeita é que o crime foi uma tentativa de saidinha de banco, já que o homem voltava de uma agência. Porém, nada foi levado da vítima. 
Em maio de 2011, o inspetor Vladmir Batista, que trabalhava na Delegacia de Menores de Contagem, saía de um banco quando foi abordado por dois homens armados. Ele estava acompanhado de outro militar e reagiaram ao assalto. Vladimir Batista morreu no local.
Com Contraf 

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