sábado, 12 de maio de 2012

Bolívia diz que não ordenou ataques na fronteira

Invasão.Brasileiros denunciaram ações militares que ocorreram na região de limite com o Brasil em abril
Publicado no Jornal OTEMPO em 12/05/2012

FOTO: JUAN KARITA/ASSOCIATED PRESS
Governo de Evo Morales afirmou que investiga os ataques
La Paz, Bolívia. O governo boliviano defendeu ontem que não partiram de La Paz as ordens para as ações militares na região da fronteira com o Brasil que ocorreram no fim de abril. As denúncias são de maus-tratos, invasões de casas, mortes de gado e expulsões.
O governo boliviano alegou que a situação está sob controle e afirmou que investiga de quem partiu a ordem para atacar os brasileiros. "O que nos foi dito é que a ordem não foi dada por La Paz em uma referência ao gabinete presidencial e que as autoridades investigam de quem partiu a determinação para o ataque", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Tovar Nunes.
"Também é importante informar que temos dados que indicam que a situação está mais tranquila".
Em 27 de abril, o encarregado da Embaixada do Brasil na Bolívia, o diplomata Eduardo Sabóia, foi até a cidade de Capixaba, a 77 km de Rio Branco (AC), acompanhado por policiais federais e integrantes do governo do Acre e entrou em contato com as autoridades bolivianas. A equipe do Brasil visitou o local onde vivem os brasileiros que disseram ter sido agredidos. A invasão teria ocorrido em 25 de abril.
Em 30 de abril, o chanceler Antonio Patriota afirmou que a Bolívia se comprometeu a investigar supostas ameaças e agressões praticadas por bolivianos contra brasileiros na região.
Defesa. Os doze membros da União de Nações Sul-americanas (Unasul) destinaram US$ 126,11 bilhões para gastos de defesa entre 2006 e 2010, sendo que o Brasil (43,7%) e a Colômbia (17%) foram os que mais investiram, informou ontem relatório do órgão que tem sede em Quito.
O investimento nesse setor dos integrantes da Unasul --Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela - quase duplicou, passando de US$ 17,65 bilhões, em média, em 2006 para US$ 33,2 bilhões em média em 2010, segundo a entidade.

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