Usuário de aplicativo traça rota que mostra viaturas da polícia
A Polícia Civil pode
abrir um inquérito para investigar um aplicativo para smartphones criado
no ano passado que funciona como o perfil do BlitzBH, no Twitter. Além
de burlar a lei no boicote às blitze, o aplicativo pode servir como
auxílio a criminosos para fugir do cerco policial.
“As pessoas têm que se conscientizar que quando usam esses
aplicativos, também podem estar avisando bandidos sobre as
fiscalizações”, disse o responsável pela Delegacia Especializada em
Crimes Cibernéticos, Pedro Paulo Marques.O aplicativo traz um mapa com os locais das viaturas da polícia, informações sobre o tráfego, radar e acidentes. Ele é nacional e, assim como no Twitter, os usuários podem postar informações online. Mas, diferentemente do BlitzBH, o endereço é marcado em um mapa. O usuário então traça sua rota e descobre se há fiscalização no trajeto.
“O aplicativo é bom porque você pode saber de tudo que está acontecendo em seu caminho para casa, por exemplo”, disse o garçom Marcos Filipe Ramos, 27.
O tenente-coronel Alexandre Petronzio, comandante em substituição do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar da capital, garante que o aplicativo não vai atrapalhar a atuação da polícia. “Nossas blitze estão surtindo efeito e elas vão continuar”, afirmou.
Twitter. Segundo o delegado, há um inquérito aberto desde o ano passado para investigar o Twitter. “Nós ouvimos os usuários que criaram o BlitzBH. Eles alegaram liberdade de expressão e disseram que não tinham interesse em prejudicar a atuação da polícia”, contou. O BlitzBH tem 69,2 mil usuários.
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