A Praça 7, no coração de Belo Horizonte, é um território de crimes. Pior
ainda: praticados na presença da polícia e das câmeras do Olho Vivo. Pode-se
comprar ali de quase tudo, desde um revólver calibre 38 sem registro a
atestado médico falso e até cortes de picanha roubada, embalados a
vácuo. A reportagem do Hoje em Dia vivenciou a praça
durante mais de uma semana e pôde observar o uso e a venda de drogas,
além da degradação do lugar, palco de manifestações de toda ordem.
Para comprar um revólver ilegal, basta ir ao ponto certo, no quarteirão Pataxó, segmento da rua dos Carijós, ao lado do antigo Cine Brasil, onde uma “esquina dos aflitos” ganha adeptos a cada dia. Quase tudo vendido ali é objeto furtado.
Para comprar um revólver ilegal, basta ir ao ponto certo, no quarteirão Pataxó, segmento da rua dos Carijós, ao lado do antigo Cine Brasil, onde uma “esquina dos aflitos” ganha adeptos a cada dia. Quase tudo vendido ali é objeto furtado.
O Hoje em Dia só não fechou a compra de um “tresoitão”, segundo
expressão do intermediário contactado, devido às implicações jurídicas
de uma compra ilegal. No ato de fechar o negócio, o intermediário ouviu
uma desculpa.
Mas, numa hipótese, se a compra tivesse sido realizada, a foto do revólver 38 seria a mesma da que ilustra esse texto. E a reportagem estaria praticando um crime. Teria dificuldades legais até mesmo para se livrar da arma, entregando-a a autoridades.
Ainda no campo da hipótese, se fosse o caso de assumir todos os riscos inerentes à empreitada, bastaria desembolsar R$ 1.400. Um revólver novo, na Casa Salles, esquina das ruas São Paulo e Caetés, custa mais de R$ 2.300, mas é preciso registrar a arma na Polícia Federal.
Chamar atenção
Encontrar alguém que vendesse uma arma foi uma maneira de chamar a atenção das autoridades constituídas e da própria sociedade para a insegurança pública crescente e a degradação do coração da capital. Foram dois dias só observando, até chegar ao intermediário. Quem o apontou foi um “ex-PM” – na outra página, ele entra em cena.
Mas, numa hipótese, se a compra tivesse sido realizada, a foto do revólver 38 seria a mesma da que ilustra esse texto. E a reportagem estaria praticando um crime. Teria dificuldades legais até mesmo para se livrar da arma, entregando-a a autoridades.
Ainda no campo da hipótese, se fosse o caso de assumir todos os riscos inerentes à empreitada, bastaria desembolsar R$ 1.400. Um revólver novo, na Casa Salles, esquina das ruas São Paulo e Caetés, custa mais de R$ 2.300, mas é preciso registrar a arma na Polícia Federal.
Chamar atenção
Encontrar alguém que vendesse uma arma foi uma maneira de chamar a atenção das autoridades constituídas e da própria sociedade para a insegurança pública crescente e a degradação do coração da capital. Foram dois dias só observando, até chegar ao intermediário. Quem o apontou foi um “ex-PM” – na outra página, ele entra em cena.
Via Blog do Esteves

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