08/02/2013 06:13 - Atualizado em 08/02/2013 06:13
O secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, que participou há dois
dias do início da construção do Centro Integrado de Comando e Controle,
em Belo Horizonte, tem diante de si um grande desafio: concluir a obra e
a montagem dos equipamentos antes da Copa do Mundo. A previsão é a de
que o CICC esteja funcionando até abril de 2014.
Mas no mesmo dia em que a imprensa foi reunida no bairro Gameleira para
a entrevista com Ferraz e outras autoridades – e todos puderam ver de
perto uma máquina perfurando o terreno para as fundações do prédio de
mais de 10 mil metros quadrados a ser construído – um experiente gestor
público, o ex-ministro Delfim Netto, observou, coincidentemente, em
artigo na imprensa: “Por maior que seja a boa vontade, não se encontra a
realização de uma só ideia que tenha saído do papel e tenha sido
entregue ao público no tempo aprazado e com custos ajustados de forma
razoável.”
O CICC é uma ideia excelente, pois significa o funcionamento num mesmo
espaço de um centro de operações e inteligência das polícias Civil e
Militar, das polícias Federal e Rodoviária e do Corpo de Bombeiros, além
da BHTrans, CBTU, Samu, Anatel, Copasa e outros que tenham contribuição
a dar à segurança da Copa do Mundo. Passado esse evento extraordinário,
o CICC deve continuar para tornar mais efetivo o combate à violência na
Região Metropolitana.
A expectativa é a de que sejam investidos no prédio R$ 48,5 milhões e
mais R$ 28,5 milhões em equipamentos de segurança e softwares. O número
de câmaras de segurança existentes na capital aumentará quase três
vezes, conforme o chefe do Estado Maior da PM, coronel Divino Brito, e o
monitoramento das câmaras do programa Olho Vivo será feito no CICC,
cujo pessoal receberá treinamento especial.
A justificar a crítica de Delfim Netto, que não se relacionava
diretamente com o programa de segurança da Copa do Mundo, que consumirá
mais de R$ 1,17 bilhão em todo o país, há uma cobrança feita no começo
deste ano pelo Tribunal de Contas da União. Ela foi dirigida à
Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) e à
Anatel, pois o TCU detectou atrasos no cumprimento de prazos de projetos
da área de Tecnologia da Informação necessários para a Copa do Mundo.
São equipamentos que serão usados nos dois centros nacionais e em todos
os 12 CICCs que serão construídos em todas as cidades sedes dos jogos da
Copa do Mundo. A maioria está com atrasos.
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