foto de Renata Pimenta.
Deputado João Leite vai presidir a cobiçada Comissão de Segurança Pública na ALMG
Mais
do que a oposição, que se aproveitou dos desacertos da estreia do novo
Mineirão, para atacar a administração estadual, na Assembleia
Legislativa é o fogo amigo a maior
preocupação, hoje, do Palácio Tiradentes, sede do Governo mineiro. O
tema segurança pública está na ordem do dia e deixando os governistas em
estado de prontidão.Desde a chegada, neste ano, de mais um representante dos policiais militares no Legislativo estadual (deputado Cabo Júlio, do PMDB), a disputa por espaço nesse segmento entre ele e o deputado Sargento Rodrigues (PDT), há quatro mandatos na Casa, virou problema de Estado. No final do ano passado, os dois tentaram, de todas as formas, ampliar benefícios dos funcionários da área de segurança em projetos do próprio Executivo.
Desta vez, para contornar politicamente o problema, o governador Antonio Anastasia (PSDB) recorreu a uma solução regimental e indicou o deputado tucano João Leite para presidir a Comissão de Segurança Pública da Assembleia, cobiçada pelos dois deputados “militares”. Como era de se esperar, a reação de Rodrigues não foi amistosa, acusando descompromisso e promessa não cumprida.
Na dinâmica da Assembleia, como de outros legislativos, tem prevalecido o regimento interno à falta de um acordo. Segundo o regimento, assume tais cargos as maiores bancadas parlamentares, regra que favorece os tucanos.
No pano de fundo de tudo, o governo vislumbrou no episódio sinais de crise futura. Numa comissão (de Segurança Pública) de apenas cinco parlamentares, do quais dois já são de oposição, a situação (Governo) ficaria em minoria sob a presidência de um deputado que faz política dedicada à sua base, os policiais militares, sobre os assuntos de segurança. Como se trata de um Parlamento, tudo é possível no campo da negociação, mas sem estresse.
A prevalecer a solução regimental, Anastasia vai livrar João Leite, como é o desejo deste, de um desconforto: integrar o novo secretariado do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, depois de ter sido desconvidado para o cargo (Secretaria Municipal de Obras) que seu partido o havia indicado. Na avaliação dos tucanos, se aceitasse outro cargo, João Leite entraria sem autoridade na Prefeitura de Belo Horizonte.
Fonte: JORNAL HOJE EM DIA
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