
O vírus, arma secreta que desandou, feitiço, ou seja lá o que for que
traz os mortos de volta à vida no seriado The Walking Dead afeta ao
menos outro produto de origem orgânica: a gasolina. Um ano após o
apocalipse, os personagens continuam usando o combustível retirado de
veículos. Comida e medicamentos podem até rarear, mas basta não ter
nenhum zumbi (ou um humano rival, que pode ser até mais perigoso) por
perto para extrair gasolina em condições de uso do tanque de carros
abandonados.
Gasolina evapora com o tempo. Além disso, os hidrocarbonetos de sua
composição reagem com o oxigênio, o que pode alterar sua constituição. O
líquido muda de cor, de cheiro, perde eficiência e pode formar uma
borra que entope a linha de combustível.

Gasolinas aditivadas contam com aditivos (dispersantes e detergentes) que podem retardar esse fenômeno, mas têm limite. A duração da gasolina comum é estimada em um mês; das aditivadas de melhor qualidade e octanagem mais alta, dois meses.

Gasolinas aditivadas contam com aditivos (dispersantes e detergentes) que podem retardar esse fenômeno, mas têm limite. A duração da gasolina comum é estimada em um mês; das aditivadas de melhor qualidade e octanagem mais alta, dois meses.
Pelo fato de manter o motor mais limpo e, portanto, emitindo menos
poluentes, a gasolina aditivada tornou-se obrigatória nos EUA em 1995.
Não há gasolina comum nos postos do país. É fato que outros fatores além
dos aditivos, como a origem do óleo cru usado e o processo de refino do
combustível, também determinam sua durabilidade.
Mas, para durar os longos meses que está durando no seriado, a gasolina só pode ter-se tornado zumbi.
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Marcus Vinicius Gasques escreve sobre carros, pessoas que usam carros e fazem carros há mais de 20 anos. Dedica seu tempo livre à leitura, corridas de rua e escaladas. Tem 54 anos, é diretor de redação de Autoesporte desde 2000, autor de quatro livros sobre montanhismo e dois infantis. mgasques@edglobo.com.br |

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