A empresa fez chegar o problema ao senador Roberto Requião (PMDB-PR), que falou com ministro Aloizio Mercadante (Educação).
Após isso, a licitação foi referendada sem o pagamento de propina e o
Exército abriu uma investigação ainda não concluída, segundo a revista. À
Folha, Requião disse recebeu a acusação no fim do ano passado.
Segundo ele, um integrante da diretoria da Mascarello falou com ele
sobre o assunto e ele repassou o problema a Mercadante.
A assessoria do ministro, por sua vez, afirmou à reportagem que recebeu a
suspeita e a comunicou ao Comando do Exército. "[Após falar com
Requião] o ministro [Mercadante] ligou imediatamente ao Comandante do
Exército, general Enzo Martins Peri, relatando o ocorrido", afirmou.
"Posteriormente, o comandante informou ao ministro que a empresa assinou
o contrato sem qualquer dificuldade, dentro das regras da licitação, e
que todas as pessoas citadas foram ouvidas. Posteriormente, a presidenta
foi comunicada do fato, das providências tomadas e da pronta resposta
do comandante do Exército."
A "Veja" não informa os nomes dos oficiais investigados. A Folha
tentou, sem sucesso, ouvir o Exército sobre a suspeita. A compra dos
ônibus para o Batalhão da Guarda Presidencial está inserida num dos
projetos do governo do ano passado para aquecer a economia, o chamado
PAC Equipamentos.
No total, o governo tinha a intenção de gastar R$ 8,4 bilhões com a compra de equipamentos em vários ministérios.
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