TONINHO ALMADA/HOJE EM DIA
Em frente à rodoviária da capital, homens anunciam os destinos oferecidos pelas empresas
Os destinos mais procurados são do conhecimento do DER: o Vale do Jequitinhonha, o Norte de Minas e o Vale do Rio Doce. A rota BH/Sete Lagoas, na região Central, “opera” há 13 anos por meio de táxis e praticamente se oficializou.
Demanda para o uso do transporte clandestino não faltou ontem. “Estou procurando passagem para o Vale do Jequitinhonha, e acho que vou viajar de van, que tem preço mais barato”, confidenciou a comerciária M.A.P., de 32 anos. Perguntada sobre os riscos de viajar em veículo ilegal, ela ressaltou: “não posso dispensar por causa da economia de dinheiro”.
Mais em conta
Os agenciadores prometem viagens de 30 a 40% mais baratas que o transporte legalizado, o que atraiu também o autônomo R.H.Q., de 47 anos. O destino dele era Ladainha, no Vale do Jequitinhonha. “A gente pega com Deus e vai”.
A reportagem do Hoje em Dia percorreu os locais utilizados, até dezembro, como terminais rodoviários clandestinos, um deles na avenida Antônio Carlos. Todos estavam fechados, o que não significa o fim das atividades das empresas clandestinas. Elas costumam mudar de endereço com agilidade.
Atuação
O DER promete agir tanto nas rodovias estaduais, de sua jurisdição, quanto nas federais – neste caso, é preciso o acompanhamento de uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Agentes da PM e da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) também devem integrar a força-tarefa no feriadão.
Nas blitze, vans e ônibus suspeitos terão a documentação e as condições de segurança aferidas, e motoristas serão submetidos ao teste do bafômetro.
O coordenador de monitoramento do DER-MG, Ronaldo Carvalho, anunciou que a fiscalização realizada nos dois últimos anos, em Minas, resultou na apreensão de 2.417 veículos irregulares, a maioria envolvida no transporte clandestino. “A fiscalização será intensa e rigorosa, com destaque para a repressão a quem faz uso de álcool antes de dirigir e ao transporte clandestino de passageiros”.
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