sex, 04/10/13
por Cristiana Lôbo |
categoria Eleição 2014
Marina Silva só vai decidir neste sábado,
último dia do prazo, se vai ou não se filiar a um outro partido já
existente para disputar a eleição presidencial do ano que vem. Só o fato
de ter empurrado a decisão – quando havia prometido o anúncio nesta
sexta-feira – pode ser considerado uma indicação de que a pressão está
grande e ela deve mesmo entrar no páreo.Esta foi a leitura feita pelos prováveis concorrentes dela. Depois de algumas horas de comemoração (muito discreta) eles acompanharam os passos da ex-senadora. Primeiro, os seguidos atrasos da entrevista prometido; e, por fim, o anúncio de que não haveria anúncio nesta sexta.
Marina sofre pressão dos dois lados. De um lado, os chamados “puristas” que a ajudaram recolher assinaturas para formar a Rede Sustentabilidade; e de outro, parlamentares, mais pragmáticos que querem estar com ela no palanque do ano que vem.
O argumento é o de que, se não há Rede, por decisão da Justiça Eleitoral, Marina deve buscar outra legenda como veículo para sua candidatura. Para estes, Marina já representa um movimento do Brasil por uma nova forma de fazer política, independentemente da legenda.
Este é o mesmo argumento que usou a oposição à ditadura militar para ir ao Colégio Eleitoral e antecipar a transição democrática. E, assim foi feito: dado que a emenda das Diretas havia sido rejeitada, a oposição aceitou usar um instrumento que ela rejeitava, que era a eleição indireta, para chegar ao Poder e levar o país à democracia. Assim, Marina iria usar um partido tradicional (estaria analisando as condições de cada um que está disponível) para disputar a Presidência da República e colocar em prática sua proposta de “fazer uma nova política”.
A esta altura, aliados de Marina também consideram que a tendência dela é mesmo pela candidatura. E que estaria conversando com estes partidos para ter a garantia de que a legenda estaria disponível para ela. Estão sendo citados pelos aliados o PEN, o PHS e até mesmo outros mais antigos como PTB , PDT e PPS. Mas, segundo estes mesmos parlamentares, a ideia é escolher um que não seja tão conhecido, e não tenha marcas junto ao eleitorado. Ou seja, quanto mais novo e menos conhecido, melhor.
Bem, mas a decisão só vai sair neste sábado. Se confirmar mesmo a candidatura, Marina terá de se filiar a um partido político – nomenclatura que ela rejeitou. Ela preferiu, como se sabe, usar o nome Rede por entender que só a palavra partido já é muito desgastada perante o eleitorado.
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