PRIVACIDADE
A presidente afirmou, por meio de sua conta no Twitter, que determinou a implantação de um sistema para proteger os e-mails do governo federal contra espionagem
PUBLICADO EM 13/10/13 - 21h38
A presidente Dilma Rousseff disse neste domingo (13), que o governo
criará um sistema nacional de e-mail criptografado para evitar que
autoridades nacionais sejam alvo de espionagem. A determinação foi dada
ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública
vinculada ao Ministério da Fazenda.
"Esta é a primeira medida para ampliar a privacidade e a
inviolabilidade de mensagens oficiais", afirmou a presidente, em sua
conta oficial no Twitter. "É preciso mais segurança nas mensagens para
prevenir uma possível espionagem." O sistema será desenvolvido pela
Serpro em parceria com os Correios e terá uso obrigatório no governo. O
Ministério das Comunicações deve começar a testá-lo ainda neste mês. A
Serpro e os Correios também estudam o lançamento de um serviço público e
gratuito de e-mail seguro para a população.
Outras medidas para dar segurança às informações têm sido desenvolvidas em sintonia com o Planalto. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) criou e está aprimora telefones fixos e celulares que transmitem sinal criptografado e dificultam a decodificação de conversas sigilosas. Apesar da dificuldade de usá-los, mais assessores e ministros pediram à agência para receber os aparelhos.
A Abin também apresentou ao Palácio do Planalto uma espécie de pen drive que cria áreas seguras em computadores, dispositivos e sistemas. Os documentos criados nesse ambiente são automaticamente criptografados e podem ser enviados pela internet com segurança.
O governo também quer comprar um satélite geoestacionário próprio, por meio da Telebrás. Hoje, dados, telefonia, sinais de TV paga e comunicações militares passam pelo satélite da Embratel, privatizada em 1997 e, atualmente, nas mãos da Claro, do empresário mexicano Carlos Slim.
O satélite e a tecnologia serão fornecidos pelo grupo franco-italiano Thales Alenia Space. A Visiona, uma joint venture entre a Telebrás e a Embraer, será a responsável pela montagem do satélite, e a tecnologia ficará a cargo da Agência Espacial Brasileira (AEB). Ao custo de cerca de US$ 600 milhões, ele deve entrar em órbita em 2016.
No mês passado, reportagens do jornalista Glenn Greenwald mostraram que a presidente Dilma Rousseff foi objeto de monitoramento direto da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA). O órgão invadiu telefonemas e e-mails enviados por Dilma a seus assessores, além de mensagens trocadas entre ela e o atual presidente mexicano, Enrique Peña Nieto. O repórter se baseou em documentos revelados pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden. Dilma cobrou esclarecimentos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Insatisfeita com as explicações, ela decidiu cancelar a visita oficial que faria ao país neste mês.
Outras medidas para dar segurança às informações têm sido desenvolvidas em sintonia com o Planalto. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) criou e está aprimora telefones fixos e celulares que transmitem sinal criptografado e dificultam a decodificação de conversas sigilosas. Apesar da dificuldade de usá-los, mais assessores e ministros pediram à agência para receber os aparelhos.
A Abin também apresentou ao Palácio do Planalto uma espécie de pen drive que cria áreas seguras em computadores, dispositivos e sistemas. Os documentos criados nesse ambiente são automaticamente criptografados e podem ser enviados pela internet com segurança.
O governo também quer comprar um satélite geoestacionário próprio, por meio da Telebrás. Hoje, dados, telefonia, sinais de TV paga e comunicações militares passam pelo satélite da Embratel, privatizada em 1997 e, atualmente, nas mãos da Claro, do empresário mexicano Carlos Slim.
O satélite e a tecnologia serão fornecidos pelo grupo franco-italiano Thales Alenia Space. A Visiona, uma joint venture entre a Telebrás e a Embraer, será a responsável pela montagem do satélite, e a tecnologia ficará a cargo da Agência Espacial Brasileira (AEB). Ao custo de cerca de US$ 600 milhões, ele deve entrar em órbita em 2016.
No mês passado, reportagens do jornalista Glenn Greenwald mostraram que a presidente Dilma Rousseff foi objeto de monitoramento direto da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA). O órgão invadiu telefonemas e e-mails enviados por Dilma a seus assessores, além de mensagens trocadas entre ela e o atual presidente mexicano, Enrique Peña Nieto. O repórter se baseou em documentos revelados pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden. Dilma cobrou esclarecimentos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Insatisfeita com as explicações, ela decidiu cancelar a visita oficial que faria ao país neste mês.
Agência Estado
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