terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lula dribla a lei e pede votos

2014

Petista comparou atuação da oposição no Brasil com os republicanos nos EUA

LULA/GRANDE ENCONTRO PT/BAURU
Pedido. Em evento do PT no interior paulista, Lula disse que é preciso eleger Padilha ao governo de SP
PUBLICADO EM 15/10/13 - 03h00- O Tempo
Brasília. Sem mandato e sem pretensão de disputar as eleições de 2014, o ex-presidente Lula vem elevando o tom de suas declarações para promover a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e o ministro Alexandre Padilha, seu escolhido para disputar o governo de São Paulo.
O petista já disse que pretende substituir a presidente em comícios e, em São Paulo, trocou as afirmações sobre a importância de vencer pela primeira vez o PSDB no Estado por pedidos de votos.
Multado diversas vezes pela Justiça Eleitoral por propaganda antecipada, Lula tem usado uma brecha na legislação para continuar promovendo seus candidatos: pede votos em eventos fechados. Pela lei, não são considerados propaganda antecipada os encontros partidários realizados “para tratar da organização dos processos eleitorais, planos de governos ou alianças visando às eleições”.
A propaganda eleitoral só será permitida a partir de 5 de julho do ano que vem, e a divulgação antecipada é punida com multas de R$ 5.000 a R$ 25 mil. Atualmente, tramitam no Tribunal Superior Eleitoral três representações de que Lula foi alvo, depois de deixar a Presidência, por promover aliados antes da hora.
Em dois discursos recentes em prol do ministro da Saúde, Lula arrancou risos da militância ao declarar que não poderia falar sobre a candidatura porque estaria cansado de multas da Justiça Eleitoral. “Cada vez que faço um discurso falando de campanha, me multam em R$ 5.000. Portanto, Padilha, não vou falar em seu nome. Quero terminar dizendo a vocês, sem ter falado de eleição, que nós precisamos eleger o Padilha para ele ajudar a Dilma”, discursou.
Oposição. Em entrevista ao jornal argentino “Página 12”, o ex-presidente comparou a oposição brasileira aos integrantes do Partido Republicano, opositores do presidente democrata Barack Obama nos EUA. Lula comparou a resistência dos republicanos à reforma do sistema de saúde proposto por Obama com o fim da CPMF (o chamado imposto do cheque), derrubado pela oposição no Congresso, em 2007.
“A oposição a meu governo terminou com um imposto (CPMF). Eram R$ 40 milhões por ano para a saúde. Acreditavam que me prejudicariam. Não foi assim. Saí do governo com aprovação de 87%. (...) Se parece com a lamentável intransigência da oposição norte-americana ao projeto de saúde proposto pelo presidente Barack Obama”, disse Lula.
Ao ser questionado sobre a ida de Marina Silva para o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Lula ressaltou a força da presidente Dilma.

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