18/10/2013 06:25 - Atualizado em 18/10/2013 06:25
Renato Cobucci
Obra de prédio no bairro Castelo: terrenos mais baratos e fáceis de se encontrar do que na Zona Sul
No atual fenômeno da expansão imobiliária
de Belo Horizonte , a Pampulha é a região que mais se destaca em número
de empreendimentos residenciais. Isso porque é uma das poucas da cidade
com perfil de classe média e fartura de terrenos vagos.
Mas não é só isso. Uma série de obras viárias trouxeram a Pampulha para
mais perto do coração da cidade. E outros empreendimentos, como a
Cidade Administrativa, estão carreando uma grande leva de novos moradores
para a região. Apenas no trimestre de julho a setembro, a Prefeitura
Municipal aprovou 87 novos projetos imobiliários para a Pampulha, o
maior número entre as regiões da cidade, conforme apontou levantamento
realizado pela Câmara do Mercado Imobiliário (CMI) e Sindicato das
Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (Secovi-MG).
Investimentos
O presidente da CMI, Evandro Negrão de Lima Júnior, explica que uma
série de fatores contribui para que a região esteja em destaque e seja
valorizada tanto pelas empresas do setor quanto por quem tem intenção de
comprar um imóvel.
“Os investimentos públicos melhoraram muito a região, com ampliações e
novas avenidas, reforma do Mineirão, aumento do movimento no aeroporto
da Pampulha e a construção da cidade administrativa. Tudo isso atrai o
desejo de moradia
para a região e as incorporadoras respondem a esse desejo com
empreendimentos. E esse movimento acaba resultando em outros grandes
equipamentos, como shoppings e faculdades, criando um círculo virtuoso”,
analisou Júnior.
O diretor da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção
Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Bráulio Franco Garcia, vê outra
vantagem que coloca a Pampulha como região preferida das incorporadoras.
Segundo ele, nos bairros que compõem a região ainda há terrenos
disponíveis a um custo razoável, e capazes de comportar empreendimentos
voltados para a classe média. São oportunidades construtivas que não são
mais encontradas em regiões muito adensadas, como a Centro-Sul.
“Em bairros mais centrais existem áreas a serem construídas, mas a
maioria é ocupada por casas e prédios antigos que precisam ser
demolidos. Além disso, o metro quadrado (de terrenos) em bairros visados
como Lourdes, Funcionários, Cruzeiro, Anchieta e outros gira,
atualmente, em torno de R$ 12 mil. Na Pampulha é possível encontrar o
metro quadrado em lotes livres a preços entre R$ 5 mil e R$ 7 mil”,
afirmou.
Mudanças na lei não prejudicaram a região
O gerente comercial da Direcional, uma das construtoras mais atuantes
na região da Pampulha, Júnior Bosco, explica que nem mesmo a reforma da
Lei de Uso e Ocupação do Solo prejudicou os projetos na região, ao
contrário do que acontece no hipercentro.
“A nova lei diminuiu muito o aproveitamento de espaço, mas, em
contrapartida, na Pampulha os terrenos são grandes. E existe a vantagem
dos empreendimentos serem mais atrativos, com maior integração de área
verde e um aproveitamento da área disponível com infraestrutura de
qualidade”, disse.
Procura
Na imobiliária Securitá Imóveis a procura por imóveis novos no vetor
Norte também aumentou. De acordo com o gerente de vendas Marcelo Santos,
nos últimos quatro meses as incorporadoras finalizaram a construção de
prédios e condomínios e estão entregando o que não foi comprado na
planta.
“Agora é a época de giro, em que principalmente investidores que
compraram na planta para alugar ou vender começam a procurar as
imobiliárias. A procura está alta, principalmente nos bairros Castelo,
Ouro Preto e Santa Amélia”, disse Santos.
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