quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Minas Gerais: Defesa bem treinada

foto de Renata Pimenta.
Equipes de segurança e saúde que atuarão durante o Mundial em BH apresentam seu arsenal para lidar com 
ameaças químicas, biológicas e radioativas e para socorrer vítimas de incidentes 
 
 
Militares do Gate apresentam equipamentos que serão usados em prevenção. Representante do Exército considera 
BH a sede mais bem preparada 
 
Faltando pouco mais de sete meses para a abertura da Copa do Mundo, as forças de segurança e saúde que vão 
atuar em Belo Horizonte durante o Mundial apresentaram ontem o aparato com que contarão para dar respostas às 
demandas eventualmente geradas por agentes químicos, biológicos, radioativos e nucleares. A maior novidade 
estará à disposição do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, que contará com 
tecnologia para combater as chamadas “bombas sujas”, como são classificados artefatos que podem espalhar 
micro-oganismos ou gases, diferentes dos explosivos convencionais. Autoridades da área de saúde também 
detalharam o plano de atendimento durante a Copa. Os hospitais Eduardo de Menezes (Barreiro), Odilon Behrens 
(Noroeste), João XXIII (Centro-Sul) e Risoleta Neves (Venda Nova) serão as referências para casos mais críticos. 
 
Para o coronel Wagner Silveira, integrante do Comando da 4ª Região Militar do Exército Brasileiro, Belo 
Horizonte é a cidade-sede que está mais organizada no que diz respeito aos trabalhos de um grupo específico de 
proteção visando ao Mundial do ano que vem. “As discussões em BH estão mais afinadas do que nas demais 
cidades, pois o grupo está trabalhando de forma integrada”, afirmou o militar. O coronel Wilson Chagas, que 
coordena o projeto de segurança criado pelo estado para a Copa, chama a atenção para o trabalho de prevenção a 
ataques químicos. “Dentro do serviço de inteligência, umas das possibilidades é o terrorismo e por isso essa 
preparação para lidar com armas químicas e biológicas é importante”, diz. 
Para atuar em um caso que envolva uma “bomba suja”, por exemplo, o Gate adquiriu uma estrutura composta por 
um aparelho de raio X, que faz uma varredura no objeto suspeito, um detector de gases tóxicos, um monitor de 
radiação, um robô para aproximação e um traje de proteção, que pesa 30 quilos. Segundo o tenente Francis Albert, 
do esquadrão antibombas do Gate, foram gastos R$ 3 milhões com os novos equipamentos. “As bombas sujas são 
capazes, por exemplo, de disseminar gases e para isso precisam de atuação específica. O Gate é responsável pela 
primeira intervenção. Depois podem entrar outros órgãos, dependendo da complexidade das ocorrências”, diz o 
tenente. 
 
Um deles é o Corpo de Bombeiros, que pode atuar com trajes específicos para atendimento a vítimas ou para 
intervenção em vazamentos de produtos perigosos. “Um dos trajes é totalmente vedado ao ambiente externo, seja 
para sólidos, líquidos ou gases. Também trabalhamos com detectores de quatro tipos de gases: explosivos, 
oxigênio, gás sulfídrico e monóxido de carbono”, diz o tenente Eduardo dos Santos, dos bombeiros. A corporação 
dispõe ainda de objetos que podem ser inflados para estancar vazamentos e estabilizar uma situação crítica, para 
que vítimas sejam atendidas de maneira mais rápida. 
 
As secretarias municipal e estadual de Saúde também deram detalhes, durante o Seminário de Instrução Técnica 
em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, de como pretendem atuar. Apesar de haver quatro 
hospitais indicados para casos críticos, toda a rede municipal das unidades de pronto atendimento (UPAs) e 
estadual da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) estará funcionando normalmente. “O Hospital 
Eduardo de Menezes (Barreiro) é parte do grupo de referência porque é especializado em doenças infecciosas”, 
diz Cláudia Magalhães, integrante do grupo temático criado pela Secretaria de Estado da Saúde para a Copa do 
Mundo. Os demais – João XXIII, Risoleta Neves e Odilon Behrens – são os mais indicados nos casos de traumas 
e concentram todos os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde. 
 
FAN FEST Quatro postos médicos avançados (PMA) serão instalados para os casos que necessitarem de 
intervenções médicas mais complexas nos próprios locais. “Teremos uma unidade em cada aeroporto, outra nos 
arredores do Mineirão e mais uma no parque de exposições da Gameleira, onde será realizada a fan fest”, diz 
Cláudia Magalhães. Ela destaca ainda que o estado vai disponibilizar tendas para descontaminação, que devem ser 
montadas pelos bombeiros para atuar antes de um paciente ser encaminhado a um hospital. Em Belo Horizonte, o 
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vai operar com sete unidades de suporte avançado (USA), 
sendo uma aérea, e 24 unidades de suporte básico (USB), todas dentro de ambulâncias. “Temos também condição 
de transformar unidades básicas em avançadas, caso seja necessário”, diz o gerente do Samu, José Eduardo Magri 
Júnior. 
 
Radiação 
 
Os portões de acesso dos torcedores às dependências do Mineirão, além de contar com um sistema de raios X que 
detecta objetos escondidos, terão uma estrutura para controle de radiação durante a Copa do Mundo, segundo 
Carlos Costa, representante do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN), órgão vinculado ao 
Ministério de Ciência e Tecnologia. Ele também esteve presente ontem ao Seminário de Instrução Técnica em 
Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear e apresentou equipamentos que serão usados para auxiliar as 
autoridades a flagrar objetos que emitam radiação ou bombas nucleares. Dentro do estádio, equipamentos 
informarão apenas se há emissão de radiação. Só será possível precisar os níveis com a presença de uma equipe 
com aparelhos específicos. 
ESTADO DE MINASEquipes de segurança e saúde que atuarão durante o Mundial em BH apresentam seu arsenal para lidar com ameaças químicas, biológicas e radioativas e para socorrer vítimas de incidentes Militares do Gate apresentam equipamentos que serão usados em prevenção. Representante do Exército considera BH a sede mais bem preparada Faltando pouco mais de sete meses para a abertura da Copa do Mundo, as forças de segurança e saúde que vão atuar em Belo Horizonte durante o Mundial apresentaram ontem o aparato com que contarão para dar respostas às demandas eventualmente geradas por agentes químicos, biológicos, radioativos e nucleares. A maior novidade estará à disposição do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, que contará com tecnologia para combater as chamadas “bombas sujas”, como são classificados artefatos que podem espalhar micro-oganismos ou gases, diferentes dos explosivos convencionais. Autoridades da área de saúde também detalharam o plano de atendimento durante a Copa. Os hospitais Eduardo de Menezes (Barreiro), Odilon Behrens (Noroeste), João XXIII (Centro-Sul) e Risoleta Neves (Venda Nova) serão as referências para casos mais críticos. Para o coronel Wagner Silveira, integrante do Comando da 4ª Região Militar do Exército Brasileiro, Belo Horizonte é a cidade-sede que está mais organizada no que diz respeito aos trabalhos de um grupo específico de proteção visando ao Mundial do ano que vem. “As discussões em BH estão mais afinadas do que nas demais cidades, pois o grupo está trabalhando de forma integrada”, afirmou o militar. O coronel Wilson Chagas, que coordena o projeto de segurança criado pelo estado para a Copa, chama a atenção para o trabalho de prevenção a ataques químicos. “Dentro do serviço de inteligência, umas das possibilidades é o terrorismo e por isso essa preparação para lidar com armas químicas e biológicas é importante”, diz. Para atuar em um caso que envolva uma “bomba suja”, por exemplo, o Gate adquiriu uma estrutura composta por um aparelho de raio X, que faz uma varredura no objeto suspeito, um detector de gases tóxicos, um monitor de radiação, um robô para aproximação e um traje de proteção, que pesa 30 quilos. Segundo o tenente Francis Albert, do esquadrão antibombas do Gate, foram gastos R$ 3 milhões com os novos equipamentos. “As bombas sujas são capazes, por exemplo, de disseminar gases e para isso precisam de atuação específica. O Gate é responsável pela primeira intervenção. Depois podem entrar outros órgãos, dependendo da complexidade das ocorrências”, diz o tenente. Um deles é o Corpo de Bombeiros, que pode atuar com trajes específicos para atendimento a vítimas ou para intervenção em vazamentos de produtos perigosos. “Um dos trajes é totalmente vedado ao ambiente externo, seja para sólidos, líquidos ou gases. Também trabalhamos com detectores de quatro tipos de gases: explosivos, oxigênio, gás sulfídrico e monóxido de carbono”, diz o tenente Eduardo dos Santos, dos bombeiros. A corporação dispõe ainda de objetos que podem ser inflados para estancar vazamentos e estabilizar uma situação crítica, para que vítimas sejam atendidas de maneira mais rápida. As secretarias municipal e estadual de Saúde também deram detalhes, durante o Seminário de Instrução Técnica em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, de como pretendem atuar. Apesar de haver quatro hospitais indicados para casos críticos, toda a rede municipal das unidades de pronto atendimento (UPAs) e estadual da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) estará funcionando normalmente. “O Hospital Eduardo de Menezes (Barreiro) é parte do grupo de referência porque é especializado em doenças infecciosas”, diz Cláudia Magalhães, integrante do grupo temático criado pela Secretaria de Estado da Saúde para a Copa do Mundo. Os demais – João XXIII, Risoleta Neves e Odilon Behrens – são os mais indicados nos casos de traumas e concentram todos os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde. FAN FEST Quatro postos médicos avançados (PMA) serão instalados para os casos que necessitarem de intervenções médicas mais complexas nos próprios locais. “Teremos uma unidade em cada aeroporto, outra nos arredores do Mineirão e mais uma no parque de exposições da Gameleira, onde será realizada a fan fest”, diz Cláudia Magalhães. Ela destaca ainda que o estado vai disponibilizar tendas para descontaminação, que devem ser montadas pelos bombeiros para atuar antes de um paciente ser encaminhado a um hospital. Em Belo Horizonte, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vai operar com sete unidades de suporte avançado (USA), sendo uma aérea, e 24 unidades de suporte básico (USB), todas dentro de ambulâncias. “Temos também condição de transformar unidades básicas em avançadas, caso seja necessário”, diz o gerente do Samu, José Eduardo Magri Júnior. Radiação Os portões de acesso dos torcedores às dependências do Mineirão, além de contar com um sistema de raios X que detecta objetos escondidos, terão uma estrutura para controle de radiação durante a Copa do Mundo, segundo Carlos Costa, representante do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN), órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Ele também esteve presente ontem ao Seminário de Instrução Técnica em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear e apresentou equipamentos que serão usados para auxiliar as autoridades a flagrar objetos que emitam radiação ou bombas nucleares. Dentro do estádio, equipamentos informarão apenas se há emissão de radiação. Só será possível precisar os níveis com a presença de uma equipe com aparelhos específicos. ESTADO DE MINAS

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