02/11/2013 08:13 - Atualizado em 02/11/2013 08:13
Apesar do resultado positivo do setor industrial no ano, o desempenho
oscila conforme as taxas de juros, o nível de oferta de financiamento e
o otimismo de empresários e consumidores sobre os rumos da economia no
Brasil e no mundo. Depois de encerrar o primeiro semestre com produção
2,2% maior que a do primeiro semestre de 2012, a alta do terceiro
trimestre foi de apenas 0,8% sobre igual trimestre do ano passado.
De agosto para setembro deste ano, a indústria cresceu
0,7%, após ficar estagnada entre julho e agosto. O avanço foi contido
pela queda de 1,4% na produção de bens de consumo semiduráveis e não
duráveis, como alimentos e remédios. Ou de vestuários e acessórios, com
retração de 10,5%. Como o desemprego continua em queda, é possível que a
causa dessa pisada no freio seja a perda de poder aquisitivo das
famílias, devido à inflação mais alta. Mas, também, podem ter decidido
economizar nesse setor para comprar automóveis e motos ou para investir
na casa-própria.
Para avaliar o comportamento da indústria, é necessário levar em conta,
como fez o IBGE, o indicador acumulado nos últimos 12 meses. Ele mostra
expansão de 1,1% em setembro. O mais relevante é que se vem sustentando
a trajetória ascendente iniciada em dezembro de 2012, quando se
registrou retração de 2,6%, obrigando o governo a tomar várias medidas
para incentivar a indústria. Com isso, o resultado de setembro já se
revela o maior desde outubro de 2011, mês em que o IBGE registrou alta
de 1,4% nesse indicador.
Tal fato não implica que os incentivos não possam ser aperfeiçoados,
para sanar distorções, como esta revelada pelo IBGE: enquanto a produção
de veículos automotores aumentou 6,2%, o refino de petróleo e a
produção de álcool caíram 4,5%, o que eleva os gastos com importações de
derivados de petróleo.
Não faltam estudos, propostas e lobbies. Nesta semana, um grupo de deputados mineiros defendeu uma lei para obrigar empreendedores financiados no Brasil por bancos públicos a comprarem máquinas e equipamentos nacionais.
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