Fonte: http://www.pco.org.br/nacional/cresce-a-movimentacao-golpista-nas-forcas-armadas-/aeyz,e.html?fb_action_ids=693868903998517&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=[480447378744851]&action_type_map=[%22og.likes%22]&action_ref_map=[]
A direita em ação
Marcha da Família com Deus pela Liberdade é reedição da marcha que precedeu o golpe militar de 1964
General Augusto Heleno discursando
Um dos aspectos mais importantes se manifesta na defesa da
candidatura à presidente da República do general Augusto Heleno Ribeiro
Pereira, militar da reserva que esteve à frente da Minustah (missão
militar da ONU no Haiti) e ex-comandante militar da Amazônia. Como os
militares (assim como os juízes) podem se filiar a partidos seis meses
antes do pleito, a data limite para a decisão de Heleno é o dia 5 de
abril.
Esta não foi a única iniciativa de militares para intervir nas
eleições de 2014. No ano passado, o Partido Militar Brasileiro (PMB)
tentou, mas não consegui obter o registro necessário junto ao Tribunal
Superior Eleitoral (TSE).
As iniciativas que vêm da caserna tampouco (como é natural) ficam restritas às eleições.
Em julho do ano passado, o coronel do Exército (atualmente na
reserva), Gélio Fregapani, afirmou que o Brasil está a três passos de
uma guerra civil. Em seu artigo, “Os rumos que seguimos apontam para a
possibilidade de guerra intestina”, Fregapani afirma: “O MST se
desloca como um exército de ocupação. As invasões do MST são toleradas, e
a lei não aplicada. Os produtores rurais, desesperançadas de obter
justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isso que o MST deseja: a
convulsão social. Este conflito parece inevitável”.
No texto fica explícita a crítica ao MST e o pedido de mais
repressão. A crítica ao governo do PT está implícita quando ele diz que
as “invasões são toleradas”. Embora não conste no texto é impossível não
imaginar o desfecho proposto. “Governo conivente com ações subversivas”
e “ameaça de guerra civil” foram dois dos pretextos para o golpe de
1964.
Outro general da reserva, Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-secretário
geral do Exército, foi mais claro em suas pretensões. No início de
fevereiro ele publicou o artigo “Questão de Consciência”, onde contesta o
que é ensinado nas escolas sobre o golpe de 1964 e pede abertamente uma
nova intervenção das Forças Armadas quando diz que “o tempo para os militares reagirem ao governo da esquerda totalitária está se esgotando”.
É importante notar que a declaração parte do alto escalão das Forças
Armadas e que este setor, via de regra, usa militares da reserva ou suas
esposas para expressarem suas opiniões, uma vez que evitam quebrar a
hierarquia da corporação. Uma declaração destas dada por um atual
comandante das Forças Armadas, por exemplo, poderia acarretar em
penalidades.
Neste sentido, as opiniões que citamos nesta matéria não podem ser
vistas como algo isolado. Esta postura pró-golpe deve vir à tona no
próximo período quando os Clubes Militares devem marcar comemorações em
razão do aniversário de 50 anos do golpe de 1964.
Todas estas manifestações mostram que é preciso desde já iniciar uma
ampla campanha contra a política golpista da direita. Algo que para o
movimento operário deve ser feito com a realização de uma Frente Única
de todas as organizações de esquerda (partidos, sindicatos, movimentos
sociais etc.) para barrar as iniciativas golpistas por meio da luta, ou
seja, com a mobilização revolucionária de todos que se opõe a direita.
Um comentário:
Até onde sei, qualquer brasileiro pode se candidatar para presidente, e o General Augusto Heleno tem qualificações de sobra para para ser um Presidente de verdade...coisa que nem e Lula nem Dilma tem, pois ambos nem são patriotas.
Daqui a pouco "eles" irão querer mudar a lei para colocar o Fidel Castro, Berlusconi, Evo Morales, Ahmadinejah como candidatos a cargos eletivos aqui no Brasil.
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