7/03/2014 | Escrito por admin
Fonte: http://ucho.info/dilma-ouve-assessores-de-campanha-perde-a-nocao-do-perigo-e-decide-jogar-com-o-experiente-pmdb
Mexendo
com fogo – É no mínimo inconcebível o fato de a estrutura do governo
ser transformada em comitê de campanha, como faz a presidente Dilma Vana Rousseff
com a máquina palaciana. Almejar a reeleição é um direito que a
presidente tem – e como tal deve exercê-lo –, mas não se pode confundir
os interesses do País com os objetivos de sua campanha política. O
Brasil está paralisado há alguns anos, mas para agravar o cenário agora
vive uma crise política grave, que coloca a nação mais adiante na rota
do descompasso.
Fonte: http://ucho.info/dilma-ouve-assessores-de-campanha-perde-a-nocao-do-perigo-e-decide-jogar-com-o-experiente-pmdb
Mexendo
com fogo – É no mínimo inconcebível o fato de a estrutura do governo
ser transformada em comitê de campanha, como faz a presidente Dilma Vana Rousseff
com a máquina palaciana. Almejar a reeleição é um direito que a
presidente tem – e como tal deve exercê-lo –, mas não se pode confundir
os interesses do País com os objetivos de sua campanha política. O
Brasil está paralisado há alguns anos, mas para agravar o cenário agora
vive uma crise política grave, que coloca a nação mais adiante na rota
do descompasso.
Preocupada em não perder o tempo de televisão a que tem direito o
PDMB, Dilma tenta sufocar a rebelião que eclodiu no principal partido
político da base aliada. A ideia da presidente é isolar o líder do PMDB
na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), parlamentar hábil e
profundo conhecedor do jogo político. É verdade que Cunha tem seus
pontos de vulnerabilidade, os quais poderiam ser atacados pelos
palacianos durante eventual reação mais acirrada, mas é preciso lembrar
que o líder peemedebista, se cair, o fará atirando até o final.
Quando Eduardo Cunha foi escolhido para liderar o PMDB na Câmara, o ucho.info
alertou para o detalhe de que o governo teria sérios problemas de
relacionamento com o partido. E isso está se confirmando sem muito
esforço, pois o peemedebista fluminense é dono de currículo político
conhecido. Mesmo que sua capacidade de arregimentação seja grande,
Eduardo Cunha não está agindo à revelia da cúpula do partido. Na
verdade, ele age com o apoio velado dos caciques peemedebistas, que
cobram mais e melhores postos no governo para que o partido continua no
projeto de reeleição de Dilma Rousseff.
Lula, o lobista que continua dono do governo, vem operando nos
bastidores para tentar conter a crise que surgiu entre petistas e
peemedebistas, que nos últimos dias têm troca insultos publicamente. A
situação começa a escapar do controle do Palácio do Planalto e o PMDB já
cogita lançar candidato próprio à Presidência da República, o que
atrapalharia os planos do PT. A ideia é lançar o destemperado Roberto
Requião, senador e ex-governador do Paraná, como postulante ao cargo. Se
isso acontecer, Dilma precisara da barba de Lula para colocá-la de
molho, porque com o novo cenário as pesquisas eleitorais divulgadas até
então aterrissarão na seara do mero devaneio.
Dilma tem ouvido os conselhos nada sensatos do marqueteiro João
Santana e do “companheiro de armas” Franklin Martins, que tem defendido a
tese de que batendo incondicionalmente na classe política a presidente
há de crescer em meio à opinião pública. A continuar nessa trilha
perigosa, Dilma só tem a perder, uma vez que o PMDB é formado por
profissionais da política. Em suma, o fogo é alto, a temperatura
política está elevada e a fervura da sucessão tende a subir.
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