quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A gênese da articulação de Renan e do PT em favor de Dilma


Resultado de imagem para Renan e DilmaFoi num jantar na residência do presidente do Senado, Renan Calheiros, na última sexta-feira (25) que teve início a articulação para manter a habilitação da ex-presidente Dilma Rousseff para ocupar cargos públicos. O convite de Renan era para “tomar o vinho da paz” depois do bate-boca no plenário com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) horas antes. 


Do jantar participaram os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Jorge Viana (PT-AC). Foi quando Renan soube da intenção de Dilma de tentar manter a elegibilidade. E passou a articular essa solução ao lado da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), aliada de Dilma. “Renan quis fazer um gesto de reaproximação para manter um canal aberto”, disse ao Blog um senador que participou das articulações. 

Segundo relatos, Dilma manifestou o seu desejo para a bancada do PT no Senado por intermédio do advogado e ex-ministro José Eduardo Cardozo. No primeiro momento, a bancada ficou dividida. A avaliação é que isso poderia representar um aval da própria Dilma para todo o processo de impeachment. Com isso, perderia força o argumento do PT, que passou a chamar de golpe o impedimento de Dilma. 

“Não foi uma boa solução, pois tira parte do nosso argumento de que houve um golpe. Isso legitima o processo”, argumentou um senador petista. “Mas se a Dilma pediu, não tinha como a bancada ficar contra”.

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