27/03/2013 07:01 - Atualizado em 27/03/2013 07:01
Frederico Haikal/Hoje em Dia
Após o episódio, empresária Mardelle Salomão, ao lado da filha, teve que levar oito pontos na testa
“Essa é uma condenação pública e prematura do militar. É como se
existisse um policial bom, no caso ela, e outro ruim, o cabo Divino. Foi
um erro e, com certeza, feito a pedido do governo do Estado”, disparou o
coordenador de Cidadania e Direitos Humanos da Aspra, subtenente Luiz
Gonzaga. No dia da visita, a chefe do CPC negou que o encontro tenha
sido um pedido de desculpas.
Imagens postadas nas redes sociais
mostraram o envio de nove viaturas e três motos da PM à estação, para
“conter” mãe e filha que entraram de carro na pista exclusiva de ônibus.
Apesar de toda a repercussão negativa, a Aspra alega que o militar agiu
corretamente e de acordo com a legislação em vigor. “Ele estava se
defendendo das mulheres”, diz Gonzaga.
Processo
Segundo o diretor da Aspra, o departamento jurídico da associação
promete ajuizar duas ações contra as vítimas: uma civil de danos morais e
materiais e outra penal, por desacato. Uma audiência pública foi
solicitada para tratar do assunto na Assembleia Legislativa.
A coronel Cláudia disse que não iria rebater as críticas. “A partir de agora, vamos aguardar a conclusão das apurações”, disse.
CABO DIVINO - O OUTRO LADO DA HISTÓRIA
Lamentavelmente
nossos Comandantes querem entregar a cabeça do militar que estava de
serviço em uma bandeja para ser crucificado pela sociedade. Como
representantes de classe me sinto na obrigação de mostrar o outro lado
do história, o lado que o CPC omite:
1 - O
veículo em que as agressoras do militar estavam adentrou em um local de
trânsito proibido, e o militar que estava na entrada da rodoviária fez sinal de braço e apitou para que o veículo parasse e a motorista não atendeu a ordem de parada do militar;
2 -
Quem abordou o veículo inicialmente não foi o militar, mas o vigilante
que atua na plataforma da rodoviária e pediu apoio ao Cabo Divino;
3 - A
motorista tentava justificar a invasão da área proibida afirmando que
entrará ali por que senão sua irmã iria perder o ônibus, dizendo "eu não
sou obrigada a conhecer isso aqui";
4 -
Após a abordagem o militar solicitou a CNH e a documentação do veículo,
sendo informado pela condutora que não estava de posse do documento do
veículo;
5 - O
militar então, via rádio pediu ao COPOM que verificasse a situação do
veículo, sendo informado que estava irregular desde 2009, momento em
que o militar solicitou o envio de um reboque;
6 - Ao
pedir o reboque, o militar solicitou a motorista que puxasse o veículo
um pouco a frente para liberar o local para o trânsito local, momento em
que a motorista gritava para o militar que o veículo não seria
rebocado;
7 - O
radio operador do COPOM solicitou ao militar que entrasse e contato via
190 para passar os dados do veículo e assim gerar a ocorrência. Ainda
quando o militar contactava pelo telefone a motorista tentou, a força,
tomar as chaves do veículo do militar, momento em seu telefone caiu e a
atendente ouvia os gritos da agressora contra o militar;
8 - A agressora então desferiu dois tapas na cara do militar,
momento em que solicitou via rádio auxílio de outra viatura pois estava
sozinho. A sua filha também passou a agredir o militar no intuito de
tomar dele as chaves do carro e evadir do local;
9 -
Foram os populares que dominaram a mulher raivosa, sendo que o militar
somente dominou sua filha até a chegada do reforço. Aos gritos, a mãe
dizia: "Desgraçado, vou te matar".
CONCLUSÃO:
O militar estava fardado e de serviço, logo representava o Estado naquele local;
Foi agredido, tendo sua ordem legal sido desobedecida;
Por
mais que a agressora não conhecesse o local tinha a obrigação de
conhecer as placas de sinalização e adentrou desobedecendo a placa de
proibição;
A documentação do veículo estava irregular.
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