segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sistemas não são interligados

Compartilhamento

O Tempo
PUBLICADO EM 04/11/13 - 04h00
 
Uma das falhas na estrutura disponível hoje no Estado para garantir a segurança das armas apreendidas é que não existe um sistema unificado entre as Polícias Militar e Civil e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que permita o monitoramento permanente e em tempo real de todas as ocorrências registradas. Pelo modelo atual, a Justiça só faz o acompanhamento do número de inquéritos abertos, mas não de todas as ocorrências.
O sistema do Registro de Eventos de Defesa Social (Reds), onde constam os boletins, é compartilhado apenas entre as duas corporações. “É muito fácil uma ocorrência acabar sendo engavetada na delegacia, e a Justiça nunca chegar a ter conhecimento dela”, revela um militar.
Mas o chefe da divisão de perícias da Polícia Civil, André Gomes, considera o controle adequado. “O sistema do Reds ‘conversa’ com o PCnet, que é um sistema interno da Polícia Civil. Por meio dele, a corregedoria da corporação consegue ver se uma ocorrência não foi para frente”, explica.
Em nota, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) afirma que “tem a intenção de interligar o Reds não só ao Judiciário, como também ao Ministério Público”, o que indica que a própria pasta reconhece a necessidade de um controle externo.
Já o TJMG alega que “o controle das ocorrências e dos inquéritos instaurados a partir delas é dever do Ministério Público, que exerce o controle externo da atividade policial”. A reportagem de procurou o Ministério Público, mas a assessoria de imprensa informou apenas que a função é da Justiça e que não iria comentar o assunto. (AL)

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