quinta-feira, 21 de julho de 2016

Polícia Federal faz operação antiterrorismo a 15 dias do início da Olimpíada do Rio

21/07/2016 10h56 - Atualizado em 21/07/2016 11h30

Ministro da Justiça convocou entrevista coletiva para apresentar detalhes.
Governo anunciará ações de prevenção e combate a pessoas ligadas ao EI.

Camila BomfimDa TV Globo, em Brasília
A duas semanas do início da Olimpíada do Rio, a Polícia Federal (PF) realizou na manhã desta quinta-feira (21) uma operação sigilosa de combate ao terrorismo, focando pessoas supostamente ligadas ao Estado Islâmico.
O ministro convocou uma entrevista coletiva, em Brasília, para as 11h, na qual dará detalhes da operação. No entanto, até a última atualização desta reportagem, a entrevista ainda não havia iniciado.
Nas últimas semanas, o presidente em exercício, Michel Temer, tem divulgado manifestações em vídeo, por meio das redes sociais, para tranquilizar turistas e atletas em relação à segurança do evento esportivo que será aberto no dia 5 de agosto. No último pronunciamento, divulgado na última segunda-feira (18), o peemedebista que a segurança dos Jogos Olímpicos estará "muito reforçada".
Credenciamento
O Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), que tem sede em Brasília, fez um monitoramento nos pedidos de credenciamento para a Olimpíada. O Ciant descobriu que 40 pessoas estão com alertas a respeito de cooperação internacional. O Fantástico mostrou, no último domingo (17), que quatro delas têm comprovadamente ligação com o terrorismo.
Elas tiveram as credenciais negadas e estão sendo monitoradas pelos serviços internacionais de inteligência. Os nomes, as nacionalidades e as acusações estão sob sigilo. O Ciant, que monitora todos os tipos de credenciamento, descobriu ainda que 61 brasileiros com mandado de prisão por crimes diversos entraram com pedido de credencial.
Na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, houve 350 mil pedidos de credenciais. Na Olimpíada de Londres, 450 mil. Já para Olimpíada do Rio, aproximadamente, 460 mil inspeções foram feitas, sendo que, deste total, o Ciant recomendou ao comitê olímpico brasileiro que fossem negados credenciais para quase 11 mil pessoas.

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